AgoraNotíciasO QUE ACONTECE, AGORA atualizado em 16 de agosto de 2026
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Terremotos e El Niño: o alerta da natureza

Terremotos e El Niño: o alerta da natureza

Em 31 de julho, um terremoto de magnitude 4,7 atingiu a região dos Campi Flegrei, a oeste de Nápoles, na Itália. O tremor foi sentido em diversos bairros da cidade e causou interrupções de energia, problemas no transporte e exigiu a inspeção de estruturas. Em maio, outro abalo de magnitude 4,4 foi registrado na mesma área, com epicentro no mar, entre Pozzuoli e Bacoli.

Os Campi Flegrei são uma área vulcânica ativa, marcada por atividade sísmica e deformação do solo. A população local convive com uma realidade que exige monitoramento constante e planejamento. O caso italiano se soma aos terremotos recentes na América Latina, como o registrado na Colômbia, e reabre o debate sobre a preparação para eventos extremos.

Especialistas explicam que terremotos estão ligados à dinâmica das placas tectônicas e à liberação de energia acumulada em falhas geológicas. No caso dos Campi Flegrei, a atividade sísmica tem relação com o contexto vulcânico e o fenômeno do bradisismo, que envolve a elevação e o rebaixamento do solo. Portanto, não é correto afirmar que os tremores sejam consequência direta das mudanças climáticas. O mesmo vale para o El Niño, fenômeno ligado ao aquecimento das águas do Pacífico, que não provoca terremotos.

Apesar das causas distintas, o cenário amplo de riscos naturais e climáticos expõe vulnerabilidades. Na América Latina, a combinação de desigualdade social, infraestrutura insuficiente e ocupação desordenada do território pode tornar os efeitos desses fenômenos mais graves. A prevenção é apontada como uma política pública necessária, que envolve investimento em engenharia, planejamento urbano, sistemas de emergência e educação da população.

O retorno de um El Niño, que pode estar entre os mais intensos das últimas décadas, é outro desafio. Segundo informações divulgadas pela imprensa, o fenômeno pode afetar cerca de 16 milhões de pessoas na América Latina e no Caribe, com consequências para a agricultura, os preços dos alimentos e a segurança alimentar. Os impactos climáticos também chegam ao cotidiano: uma seca afeta o abastecimento de água, uma onda de calor aumenta a demanda por energia e uma enchente pode destruir estradas e interromper cadeias de produção.

A magnitude de um desastre natural não é o único fator que determina sua gravidade. A quantidade de pessoas expostas, a qualidade das construções, a existência de alertas e a capacidade de resposta do poder público são igualmente relevantes. A reconstrução após uma tragédia deve vir acompanhada de planejamento para reduzir riscos futuros. A responsabilidade, segundo a análise, ultrapassa fronteiras e exige cooperação internacional para o compartilhamento de tecnologias e protocolos de emergência.

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