
A abertura do código fiscal IVA é obrigatória para todos aqueles que querem abrir uma atividade para o repasse de produtos e serviços
O I.V.A, imposto sobre valor agregado, é aplicado em cada fase de produção ou concessão de bens e serviços. A alíquota (porcentual para calcular a taxa) deste tipo de imposto, aplicado em mais de 60 países, é determinada em função do tipo do produto, do serviço ou do país de referência. Na Itália, a porcentagem normal é de 21%.
Entretanto, existem algumas tipologias de bens e serviços para os quais o valor da alíquota é menor. Por exemplo, para a reestruturação de edifícios corresponde a 10% e para bens alimentares de primeira necessidade a 4%.
Quem pretende desenvolver um tipo de atividade para fornecer bens e serviços que prevêem a aplicação do IVA deve, portanto, solicitar a “partita IVA” à “Agenzia delle Entrate”, 30 dias após o inicio da atividade. Com a atribuição do IVA, é fornecido ao requerente um código com um total de 11 números que identificam o contribuinte, a atividade desenvolvida, o escritório/empresa e um número de controle.
Toda informação referente à abertura da “partita IVA” pode ser encontrada no site www.agenziaentrate.gov.it ou pode ser solicitada a um “commercialista” (profissional que realiza a contabilidade de pessoas que efetuam operações que envolvem o IVA).
Segundo a atividade desenvolvida, por uma pessoa física ou empresa individual ou na forma de sociedade, é possível abrir a “partita IVA” preenchendo dois formulários diferentes: o “modello AA9/10” e o “modello AA7/10.
“Modello AA9/10” para trabalhadores autônomos ou empresas individuais
O formulário e as instruções para o preenchimento encontram-se disponíveis, gratuitamente, em formato eletrônico, no site da “Agenzia delle Entrate” e no portal do Ministério da Economia e das Finanças (www.finanze.gov.it). O formulário permite comunicar as declarações sobre o início da atividade, as variações dos dados e o encerramento do negócio.
Modalidade de apresentação
Como indicado pela “Agenzia delle Entrate”, as declarações podem ser apresentadas:
- em exemplar duplo diretamente (ou por meio de pessoa delegada) a um dos escritórios da “Agenzia delle Entrate”, a prescindir do domicílio fiscal do contribuinte;
- em exemplar único que deve ser enviado por correio (“raccomandata”), com fotocópia de um documento de identidade do declarante devidamente anexada, para um dos escritórios da “Agenzia delle Entrate”, a prescindir do domicílio fiscal do contribuinte. Neste caso, as declarações são consideradas como apresentadas na data em que foram expedidas;
- por via telemática, diretamente pelo contribuinte ou por meio de indivíduos encarregados pela transmissão telemática. Neste caso, as declarações são consideradas apresentadas na data em que é concluído o recebimento dos dados por parte da “Agenzia delle Entrate”.
O desenvolvimento de uma atividade empresarial prevê também a comunicação ao Registro das Empresas, ao Inail e ao INPS.
Comunicação única
Em 2010 foi introduzido o procedimento da “Comunicação Única”, que permite de unificar todas as comunicações em um único formulário, que deve ser enviado ao Registro das Empresas (www.registroimprese.it). Esta comunicação é obrigatória para os contribuintes inscritos no Registro das Empresas ou no Registro das Notícias Econômicas e Administrtivas (REA) (a comunicação única é facultativa para pessoas que não possuem as inscrições citadas). Além de permitir o preenchimento do “modello” AA9/10, vale para cumprir todas as obrigações administrativas previstas para a inscrição ao Registro das Empresas e tem um efeito para fins previdenciários, assistenciais, fiscais inclusive para obter o código fiscal e o número IVA.
No site do Registro das Empresas é possível obter todas informações necessárias para enviar a Comunicação Única.
Para alguns tipos de trabalhadores autônomos, as obrigações previdenciárias são aceitas mediante a inscrição nas respectivas caixas previdenciárias.
Subdivisão do formulário
O “modullo” é subdivido em quadros e ao seu interno em sínteses, nos quais devem ser indicados a data de início de atividade, os dados da pessoa que efetua a declaração, o eventual nome da empresa individual, a sede onde é exercitada a atividade, o estúdio (no caso de trabalhadores autônomos), uma descrição da atividade e uma estimativa do volume de negócios (dispensada para pessoas que usufruem de regimes facilitados, como no caso de contribuintes mínimos), o local onde são feitas as escrituras contábeis, o endereço de residência (no caso de indivíduos não residentes deve ser indicado o domicílio fiscal do representante fiscal nomeado no Estado).
“Modullo AA7/10” para sujeitos diferentes das pessoas físicas (sociedades, entidades, associações etc)
Neste caso, o formulário pode ser baixado gratuitamente nos sites da “Agenzia delle Entrate” e do Ministério da Economia e das Finanças. Como já indicado, desde 1 de abril de 2010, os contribuintes inscritos no Registro das Empresas ou no Registro das Notícias Econômicas e Administrativas (REA) devem utilizar a Comunicação Única. Composta de uma primeira página e diversos módulos, antes apresentados separadamente pelas diversas Administrações, a Comunicação Única permite enviar o “modello” AA7/10, devidamente preenchido, por via telemática ou por meio do suporte informático do Registro das Empresas.
O formulário deve ser apresentado dentro de 30 dias, a partir do início da atividade, e as modalidades de apresentação são as mesmas prevista para o “modello” AA9/10.
Em relação aos conteúdos, devem ser indicados a data do início da atividade, o código fiscal; a denominação ou a razão social que deve ser inserida sem abreviação exatamente como foi registrada no ato de constituição ou no certificado de inscrição na Câmara de Comércio, o endereço completo da sede legal ou administrativa ou, na falta desta, da sede efetiva. O domicílio, diferentemente das pessoas físicas, neste caso coincide com a sede legal ou administrativa. Se não houver, o domicílio fiscal é situado na cidade onde encontra-se estabelecida uma sede secundária ou uma estável organização e, na falta, na no município em que a atividade é exercitada prevalentemente.
Naturalmente, devem ser indicados também os dados do Representante legal da sociedade ou então de um sócio administrador. Também devem ser citados os locais onde encontram-se depositados os livros contabéis.
“Modello ANR/3” para sujeitos não residentes
Enfim, as pessoas que não possuem residência na Itália e que já exercem atividade empresarial em outro país da União Europeia, ou que não pertença ao bloco, e pretendem desenvolver no território italiano operações relevantes para fins de IVA, devem produzir à “Agenzia delle Entrate” o “modello ANR/3” antes de efetuar qualquer operação no país.
Para cada informação necessária para o preenchimento dos formulários AA9 e AA7 é possível consultar diretamente o site da “Agenzia delle Entrate”, inclusive por meio do seu call center.