
Saverio Ruperto, subsecretário do Interior, diz que considera injusta a cobrança de uma taxa elevada para regulares para sustentar os custos de repatriamento dos irregulares
Será difícil eliminar a nova taxa para a emissão e a renovação do “permesso di soggiorno”, sobretudo em tempos breves. Para isso, seria necessário modificar a lei de segurança de 2009 por meio do caminho parlamentar, desafiando o veto da Lega e do Pdl. O governo, entretanto, tenta de reduzir o golpe. Um objetivo que deve ser alcançado até o dia 30 de janeiro, quando entrará em vigor o decreto firmado por Maroni e Tremonti.
“Nos próximos dias, junto com o Ministério da Economia, analisaremos a possibilidade de introduzir uma substancial redução dos valores da taxa, prevendo isenções para imigrantes com renda mais baixa ou que tenham famílias numerosas”, explicou na semana passada o subsecretário do Interior, Saverio Ruperto.
Na ocasião, Ruperto fez questão de claro que o novo executivo considera é injusto pedir dinheiro a quem tem o “permesso di soggiorno” para financiar as expulsões.
“Uma coisa é contribuir, de forma justa, para a cobertura dos custos administrativos ligados ao ‘permesso di soggiorno’ e de outras atividades conexas à administração do fenômeno imigratório, outra coisa é introduzir uma taxa para imigrantes regulares, destinada a sustentar os custos de repatriamento dos irregulares”, disse Ruperto.




Nova taxa entra em vigor no dia 30 de janeiro. Arrecadação irá financiar repatriação de ilegais.


