
Faculdades italianas não atraem estudantes estrangeiros. Enquanto Reino Unido, Alemanha e França lideram a lista com maior número de universitários de outros países, a Itália ocupa o último lugar com uma taxa que não supera 3,1%.
Roma, 13 de janeiro de 2011 - A Itália ocupa a última posição entre os países Ocse – Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico- por número de estudantes universitários estrangeiros. Se a média europeia é de 10%, com picos de 17% no Reino Unido, de 11,4% na Alemanha, de 11,2% na França, na Itália a taxa não supera 3,1%. Os dados foram divulgados, dia 11 de janeiro, pela Fundação Migrantes, durante apresentação do Dia Mundial do Migrante, que ocorrerá dia 16 próximo em Genova.
Durante o evento, o diretor geral da associação, Monsenhor Giancarlo Perego, falou sobre as dificuldades italianas para investir em um forte plano para a integração. Além de citar os problemas já conhecidos - a dificuldade para obter a cidadania e a diminuição dos pedidos de asilo devido as políticas de reenvio de embarcações de imigrantes -, Perego enfatizou que a pouca capacidade da Itália em atrair estudantes estrangeiros também representa um empecilho à criação de um plano de integração.
Segundo o monsenhor, a falta de interesse de estudantes estrangeiros pelas faculdades italianas ocorre, sobretudo, pela baixa disponibilidade de bolsas de estudo e cursos disponíveis em inglês e, ainda, devido a inadequação das residências universitárias (das quais usufruem apenas 2% dos alunos, contra 17% na Suécia, 10% na Alemanha e 7% na França).
Os 54.507 estrangeiros inscritos nas universidades do país em 2008-2009 representam, de qualquer forma, um índice em crescimento em relação ao ano acadêmico precedente, com um aumento de 5,6%. Mas, este percentual permanece muito baixo se comparado com as médias europeias. Para a fundação Migrantes, o tema exige uma atenção especial para formar uma imigração nova e instruída.
Marco Iorio
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