
Relatório da Fundação Leone Moressa aponta que, nos últimos dois anos, mais 95 mil estrangeiros perderam o trabalho devido a crise.
Roma, 17 de janeiro de 2010 – Nos últimos dois anos o número de desempregados estrangeiros na Itália aumentou em mais 95 mil unidades. De todas as pessoas que perdem o trabalho no país, 28, 4% é estrangeira. Os dados são do levantamento efetuado pela Fundação Leone Moressa, que avaliou as dinâmicas ocupacionais dos trabalhadores estrangeiros na Itália.
Atualmente a taxa de desocupação dos estrangeiros é de 9,8%, contra uma média dos italianos de 7,3%. As áreas setentrionais, além de mostrar os mais altos números de estrangeiros que perderam emprego, evidenciam também as taxas de desemprego mais elevadas: 10,4%, contra 9,0% no Centro e 9,1% no Sul.
Os desempregados estrangeiros são mais de 235 mil e representam 12% das pessoas sem trabalho na Itália. No curso do último biênio, devido a crise econômica, o número desocupados estrangeiros aumentou em mais 95 mil pessoas, 68 mil dos quais somente na região norte.
Os novos desempregados estrangeiros incidem, a nível nacional, com o percentual de 28,4%. Nas regiões do Norte aumentam para 30,4%. No Centro e no Sul representam, respectivamente, 23,5% e 26,3%.
Os pesquisadores da Leone Moressa alertam que a hemorragia ocupacional, que atinge sobretudo os imigrados, ameaça deixar grande quantidade desses trabalhadores em uma situação de irregularidade, visto que o trabalho é a condição necessária para a permanência na Itália.
“Considerando que o número dos novos desocupados estrangeiros (quase 95 mil) corresponde ao dos novos ingressos, previstos pelo decreto fluxo 2010 (pouco menos de 100 mil unidades), é preciso pensar política de imigração que possa privilegiar a contratação daquelas pessoas já presentes no território italiano, mas que ficaram sem trabalho devido a crise”, conclui o relatório.
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