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Tuberculose: um doente a cada dois é imigrado

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Os imigrantes, sobretudo aqueles que desembarcam na costa italiana, correm o risco de contrair tuberculose 10 a 15 vezes mais que italianos.

 

 

Roma, 14 de março de 2011 - A tuberculose volta a difundir medo também na Itália. Oficialmente, o país registra 4.500 novos casos por ano. Mas quando se considera a cota de submersos, as estimativas apontam índices entre 7 e 8 mil, metade dos quais se refere à população imigrante. Os dados foram divulgados por Giorgio Besozzi, diretor do Centro de Formação Permanente para Tubercoloses Villa Marelli, do Hospital Niguarda de Milão, e  membro da diretoria da organização Stop TB.

 

Os novos portadores do bacilo, informa Besozzi, chegam sobretudo do Norte da África e do Leste da Europa, onde o número de casos dobrou nos últimos 10 anos. Os doentes diagnósticados na Itália são em maior número os cidadãos romenos (11% do total dos casos nacionais) e  marroquinos (5%), seguidos de imigrantes oriundos do Senegal, do Peru e do Paquistão. A emergencia, afirma o diretor do Centro, poderia agravar ainda mais com a chegada de migrantes que fogem da crise norte-africana.

 

Besozzi explica que os imigrantes, em fuga das zonas onde a tuberculose é endemica,  desembarcam na costa da Península Itálica com baixas defesas imunológicas e correm o risco de contrair tuberculose 10 a 15 vezes mais que a população italiana. Além disso, constituem aquele grupo que são mais expostos a formas de tuberculoses resistentes aos medicamentos, que cada ano registram no mundo 440 mil casos e uma média de 150 mil mortos.

 

No dia 23 de março, véspera da Dia Mundial da Tuberculose, membros da Federação italiana contra as doenças pulmonares sociais e a tuberculose (Fimpst), da Stop TB Itália Onlus e da Lilly MDR-TB Partnership deverão  se reunir em Roma para  entender  onde estão os "buracos negros" na luta contra a Tbc e quais são as áreas que mais necessitam de políticas de suporte.

 

Entre os pontos já detectados pelos especialistas constatam "a carência no monitoramento e controle da doença, o limitado acesso  às terapias mais eficazes, além do fato que os  médicos não estão habituados com os sintomas da doença, frequentemente confundida com outras patologias".

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