
Cerca de 400 mil trabalhadores agrícolas estariam sob a intermediação ilegal de um “caporale”
Criminalizar o tráfico ilegal de mão-de-obra. Esta é uma das reivindicações do sindicato das empresas de construção civil, apresentada durante o lançamento nacional da campanha “Stopcaporalato”. O setor pede ao Paralmento a criação de uma lei que penalize criminalmente a exploração de trabalhadores através da atividade conhecida como “caporalato”, onde indivíduos autam como intermediários entre empregador e trabalhadores sem contrato, obtendo um porcentual da remuneração.
Segundo dados do sindicato Cgil, cerca de 400 mil trabalhadores do setor agrícola estão sob a intermediação ilegal de um “caporale”, dos quais 60 mil encontram-se em situação de completo degrado, morando em habitações sem as mínimas condições de segurança e higiene.
De acordo com os dados da CGIL, a incidência do trabalho ilegal é de cerca de 90% nas regiões do sul do país, de 50% nas regiões centrais e de 30% no norte da Itália.
Os sindicatos pedem ainda que as instituições públicas locais e regionais realizem acordos com as organizações de empresários e sindicatos de maior representação territorial a fim de atuarem em conjunto e criarem condições para o desenvolvimento do trabalho em plena legalidade, segurança e dignidade.
A iniciativa contou com o apoio de diversas associações do setor agrícola, entre elas a Cia (Consorzio italiano agricoltori), além de parlamentares e juízes. “Esta lei deve ser aprovada porque é preciso dar instrumentos ao Poder Judiciário para que ele possa punir o tráfico ilegal de mão-de-obra. É uma vergonha não termos ainda uma lei neste sentido”, disse Guido Calvi, membro do Consellho Superior da Magistratura.
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