Roma, 20 de maio de 2010 – Os recém-nascidos, filhos de estrangeiros, apresentam taxas de doenças e mortalidade mais elevadas que os bebês italianos. Esta é a conclusão de um estudo, publicado no British Medical Journal, que foi conduzido por um grupo de pesquisadores coordenado pelo professor Mario De Curtis, da Universidade Sapienza de Roma. O levantamento envolveu 16.821 crianças nascidas nos últimos 10 anos (de 2000 a 2009) no Policlínico Umberto I. Do total de bebês, 22% são filhos de mulheres estrangeiras.
Segundo o estudo, as crianças imigradas, em igual condição de assistência, apresentaram maiores complicações depois do nascimento. Em particular, se registrou uma maior porcentagem de prematuros, ou seja, nenês paridos antes da 37a. semana de gestação (15,9% contra 14%) ou até antes da 28a. semana (1,7% contra 1,0%). De conseqüência, mais crianças que nasceram com peso inferior a um quilo (1,6% contra 1,2%).
Traumas, distúrbios metabólicos, doença hemolítica por incompatibilidade RH e mal formação determinaram uma presença mais freqüente de recém-nascidos de imigradas no centro de Terapia Intensa (7,1% contra 5,8%) e também uma maior mortalidade hospitalar (0,7% contra 0,4%). Em síntese, os filhos de mulheres estrangeiras são assistidos como os bebês de italianas, mas apresentam com mais freqüência peso (de nascimento) mais baixo e, sendo mais prematuros, correm maior risco de sofrer complicações.
Na amostragem de referência, portanto, as mulheres estrangeiras sendo em média mais jovens que as italianas (28,9 contra 32, 4 anos) pariram nenês com mais riscos. Culpa, sobretudo, da desvantagem social, econômica e cultural. Se registra, de fato, entre as imigradas um maior número de gestantes menores de idade e adolescentes-mães, alimentação insuficiente, carentes condições de higiene e de moradia, tratamentos obstétricos e pré-natais atrasados ou inadequados.
“Um melhoramento da saúde materno-infantil da população imigrada na Itália se pode obter com facilitação do acesso aos serviços de saúde e aos tratamentos pré-natais das mulheres estrangeiras grávidas e com uma política que não distancie os imigrantes irregulares dos hospitais”, conclui De Curtis.
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