
Estudo do Departamento Anti-discriminação indica que imigrados na Itália estão perdendo o medo de denunciar quando são discriminados.
Roma, 21 de março de 2011- O problema das vítimas de discriminação é sempre o mesmo: encontrar coragem para denunciar. Esta tendência entretanto, segundo o último relatório do Unar - “Ufficio Nazionale Antidiscriminazioni”- parece ter invertido de rota em 2010, quando o número de denúncias dobraram na comparação com 2009. De acordo com o levantamento, apresentado tendo em vista o Dia Mundial contra a Discriminação Racial (domingo próximo), emerge que as vítimas estrangeiras são 63,4% .
Quase um a cada quatro (23,3%) refere-se a imigrantes provenientes da Europa oriental e da Península Balcânica, do norte da África (20,9%). No total, as vítimas são 63,4%, mas somente 9,7% têm cidadania italiana. O restante dos casos refere a italianos que sofreram outros tipos de discriminação: gênero, sexo e religião.
As denúncias colhidas em 2010 pelo Unar totalizaram 766 casos, 40% a mais que no ano precedente, quando foram registradas 373 denúncias. Uma a cada duas assinalações provém das mesmas vítimas de discriminação. Uma a cada quatro foi identificada diretamente pelo Unar e uma a cada cinco assinalada por uma testemunha, a maioria italianos (82,2%).
Finalmente, o relatório Unar evidencia como a propensão à denúncia seja maior entre pessoas com uma condição social mais estável: “as vítimas de fato, na maior parte dos casos, moram na Itália há mais de cinco anos”.
Marco Iorio
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