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Quinze mil estrangeiros desaparecidos na Itália

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São principalmente adultos clandestinos e menores não acompanhados

Roma, 25 de maio de 2010
- Quinze mil pessoas, homens, mulheres e crianças. Este é o número dos cidadãos estrangeiros dados como desaparecidos na Itália e que nunca mais foram encontrados. A informação é do Comissariado  Extraordinário do Governo para as pessoas desaparecidas, organismo instituído em 2007 junto ao ministério do Interior, com objetivo de “monitorar e analisar os dados, coordenar as atividades técnicas relativas aos desaparecidos e manter os contatos com as famílias”, segundo explica o prefetto Michelle Penta, que dirige a unidade desde o verão passado.

Considerando que os desaparecidos italianos são 10 mil, o número relativo aos estrangeiros assusta. Mas, Penta adverte que é preciso analisar este dado estatístico com cautela, levando em consideração que, na maioria das vezes, os casos não são oriundos de denúncias apresentadas pelos parentes e amigos, mas das forças de ordem empenhadas no combate à imigração clandestina.

“Boa parte dos adultos recenseados chegou na Itália irregularmente, por exemplo desembarcaram na Sicilia e ficaram sob a responsabilidade dos centros de acolhimento ou de expulsão. Quando o prazo de retenção vence antes do repatriamento, essas pessoas fogem sem deixar traços e assim entram na lista dos desaparecidos”, informa Penta. Depois, de acordo com o prefetto, ainda  existem os “clones”, ou seja aqueles que, surpreendidos de novo na Itália, deram um nome diferente para evitar um outro  repatriamento.

Em relação aos dados dos menores desaparecidos, nove mil, Penta também faz considerações, afirmando que o número incha, muitas vezes, devido “casos de subtração de menores por parte de um dos genitores, difusos entre casais mistos”: mãe italiana, pai estrangeiro, que retorna à pátria com a criança quando o casamento termina. O prefetto, contudo, ressalta que são os menores estrangeiros não acompanhados que realmente fazem aumentar os números de estrangeiros desaparecidos na Itália.

Segundo Penta, uma vez que são encontrados pela Polícia, os menores não acompanhados são confiados às Prefeituras e inseridos em casas de família e ou outras estruturas de acolhimento, mas muitos fogem depois de alguns dias. São desaparecidos voluntários, mas que prenunciam situações dramáticas nas máfias da prostituição e da esmola.

Existe ainda o registro nacional dos cadáveres não identificados, 800 corpos sem nome, que escondem histórias trágicas de imigração como centenas de mortos encontrados nos mares e nas praias da Sicilia. “Nestes casos a identificação é praticamente impossível. Não existe uma denúncia, não existem familiares com os quais confrontar o DNA”, diz o comissário.

Entre adultos, o grosso dos estrangeiros dados como desaparecidos são os irregulares que têm todo interesse que os traços se percam acabam se transformando em cadáveres de indigentes. Ainda são insignificantes, de acordo com o prefetto, as denúncias “clássicas” de desaparecimento, àquelas relativas às pessoas que saíram um dia de casa e nunca mais retornaram. “Nos nossos fascículos, temos alguns cidadãos romenos, cujos familiares no país de origem apresentaram queixa por intermédio dos nossos consulados, mas as denúncias de desaparecimento entre os imigrantes são realmente  residuais”, conclui Pena.

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Comentários
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andre costa (219.185.101.xxx) 2010-06-08 12:54:08

:0 :0 :0 :0 :0 huauuuuuuuuuuuuu!!!
estranho... This is what???? :pirate: :( ;) :angry: :angry: :angry: :angry-red:
terrones!!!!!!!!!!!!!!!
Anônimo (187.24.92.xxx) 2010-09-05 21:32:06

Preciso encontrar Renzo Danielle. Um senho italiano de aproximadamente 50 anos. Sou uma amiga.
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