
“Apesar da taxa de 200 euros, serviço de concessão da cidadania italiana piora”, diz Sarubbi
Desde o início deste ano, quando o serviço de “call center” do Ministério do Interior que dava informações sobre os pedidos de cidadania foi interrompido, os estrangeiros interessados em obter a nacionalização dispõem apenas do atendimento online, através do site http://cittadinanza.interno.it. A novidade porém, tem causado diversos problemas aos usuários do site.
Segundo o deputado Andrea Sarubbi, do PD, a abolição do serviço de atendimento telefônico contrasta o “entendimento comum a diversas posições políticas de que é preciso simplificar os procedimentos burocráticos para a concessão da cidadania italiana”.
“A taxa de 200 euros paga pelo estrangeiro ao momento da apresentação do pedido de cidadania nos parece injustificada. Ela não só não melhora o serviço prestado, como piora a qualidade do mesmo”, diz Sarubbi.
O sistema de informações através da internet é, todavia, defendido pelo ministro para as Relações com o Parlamento, Elio Vito. “O serviço online garante uma maior privacidade do usuário, além de satisfazer a todas as exigências de informação que ele possa ter. Através de um endereço eletrônico criado especificamente pelo Ministério do Interior, o usuário pode receber, dos departamentos competentes, respostas a todas as suas dúvidas ”, afirma Vito.
Contrário ao sistema atual, Sarubbi cita como exemplo o caso de um cidadão curdo que há seis anos aguarda a conclusão de seu processo de cidadania e que, ao conectar-se ao site do ministério do Interior, encontrou a seguinte resposta: “o departamento está realizando a avaliação completa dos elementos informativos”. “Falta algum documento? Não se sabe. Quanto tempo será necessário? Tampouco se sabe”, comenta o deputado do PD.
“Até 31 do ano passado, um operador teria respondido que faltava um determinado certificado ou que o sobrenome do interessado estava errado e que, portanto, seria necessário apresentar um novo documento. Hoje não é mais assim, é como acertar na loteria”, afirma Sarubbi.
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