O part
ido “Futuro e Libertà”, fundado pelo presidente do Senado, Gianfranco Fini, promete iniciar uma batalha no Parlamento para que seja reconhecida a cidadania italiana aos filhos de imigrantes nascidos ou crescidos na Itália (quase um milhão de menores que, conforme a lei, são estrangeiros). O tema não é uma novidade na agenda dos “finianos” e voltou ao debate durante a Assembléia Nacional do partido, realizada recentemente em Roma.
“A Assembléia aprovou por unanimidade um documento onde nos empenhamos a levar adiante a grande batalha civil para o reconhecimento da cidadania a todos os italianos de segunda geração”, afirma o deputado Fabio Granata. “Os menores nascidos na Itália e que amam o nosso país podem dar uma contribuição fundamental à superação do declínio da nação”, disse.
Granata é co-autor, junto com o deputado Andrea Sarubbi, do PD, de uma proposta de lei que prevê o reconhecimento imediato da cidadania italiana às segundas gerações e a redução do tempo necessário para a naturalização de adultos. O texto da reforma, porém, continua parado na Comissão de Assunstos Constitucionais da Câmera, junto a outros 14 projetos de lei sobre o mesmo tema.
Em julho do ano passado, a Comissão havia solicitado ao ministro do interior, Roberto Maroni, esclarecimentos sobre alguns procedimentos e inúmeros casos de atraso na concessão da cidadania. O ministro, que nunca escondeu ser contrário a uma mudança na atual lei de cidadania, até hoje não respondeu aos parlamentares e, desde então, o tema não voltou a ser discutido no Montecitorio.
Elvio Pasca
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