Pesquisa do Censis revela que os italianos não consideram os imigrantes como o principal problema do país, mas os políticos.
Roma, 5 de agosto de 2010 – O verdadeiro problema do “Belpaese” não são os imigrantes, mas os políticos. Esta é a opinião da maioria dos italianos, questionada pelo Censis, sobre a visão futura da população.
Para 34% dos entrevistados, o problema mais grave da Itália é a existência de “uma classe política conflituosa e inconclusiva”. Em seguida, apontam “a elevada desocupação” (29,6%) e “a corrupção, onde os políticos são protagonistas” (26,2%). Somente 17,7% dos italianos apurados consideram a “excessiva presença de imigrantes” um problema ao país.
Outras opiniões colhidas pelo Censis são “a pouca proteção para os jovens” (17,4%), “grande evasão fiscal” (16,9%), “taxas muito altas” (16,8%), “grande disparidade entre ricos e pobres” (12,2%), “funcionamento ineficiente das escolas e das universidades” (7,1%). Apenas 3,4% dos italianos entrevistados não indicaram nenhuma das respostas citadas, porém, o percentual não complementa o total porque outras alternativas eram possíveis.
A pesquisa também permite traçar o perfil do italiano preocupado com a presença dos imigrantes. Na maioria, é idoso, solteiro e vive na região nordeste do país, em cidades com menos de 30 mil habitantes, e tem um nível sócio-econômico médio.
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