“A inserção dos imigrados não se constrói em cima de uma mesa”
Roma, 19 de julho de 2010 – “Os relatórios apresentados na sede do Cnel sobre colaboradores domésticos e imigrados devem conduzir à reflexão sobre como hoje, mais que nunca, seja necessário promover e favorecer da melhor forma possível o processo de integração dos estrangeiros, valorizar o trabalho das “colf” e “badanti”, proteger a saúde e a segurança dos locais de trabalho, e tudo através da bilateralidade”. São as palavras de Liliana Ocmin, Secretária Nacional da Cisl.
“O tema da imigração, assim como outros temas sociais, deve ser enfrentado de comum acordo em todo território a partir das administrações municipais, provinciais e regionais”, disse Ocmin. Segundo a Secretária, “a inserção dos imigrantes não se constrói em cima de uma mesa e nem é conexa somente aos anos de presença na Itália, mas ao reconhecimento da identidade do estrangeiro na nossa sociedade”.
Próprio por isso, de acordo com Ocmin, “antes de imaginar outros eventuais e necessários novos ingressos é fundamental regulamentar aqueles presentes, evitando que caiam na irregularidade”. “É preciso reforçar os sistemas de bilateralidade a fim de construir percursos de alfabetização lingüística”, primeiro passo em direção à criação de uma sociedade integrada”, enfatizou.
”O direito da unidade familiar ao acesso às amortizações sociais e aos processos de requalificação e recolocação regular no mercado de trabalho, a prorrogação do atual prazo de seis meses do ‘permesso di soggiorno’ para espera de ocupação, o acesso aos serviços de bem-estar social, o direito do voto, as para-oportunidades e a aplicação do princípio de “ius soli” para os filhos dos imigrados nascidos na Itália são os elementos centrais para alcançar a integração”, finalizou Ocmin.
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