
Para os pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, crianças que falam mais de uma língua apresentam melhor eficiência mental e são mais prevenidas contra doenças ligadas ao avançamento da idade.
Filadélfia, 7 de março de 2011 - Aprender uma segunda língua quando se é criança, dos pais ou na escola, faz bem ao cérebro. A conclusão é dos pesquisadores da universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, que conduziram um estudo sobre os efeitos do bilingüismo.
Os resultados demonstram que a passagem de uma língua a outra não confunde as crianças, mas ao contrário é um ótimo exercício que treina o cérebro, dando-lhe mais “elasticidade” e preparando-o para um melhor envelhecimento.
Segundo os pesquisadores, um bilíngüe que fala com um outro bilíngüe sabe sempre escolher o melhor termo para exprimir aquilo que pretende dizer. Se, ao contrário, fala com uma pessoa que sabe somente uma das línguas que conhece, raramente faz erros. O cérebro dos bilíngües resulta mais eficiente também quando é submetido a ressonância magnética ou a um eletroencefalograma.
Enfim, segundo a pesquisa, pode até desenvolve uma melhor proteção contra as doenças ligadas ao avançamento da idade, como o Mal de Alzheimer e a demência senil.
Elvio Pasca
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