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Remessas: da Itália seis milhões de euro em um ano Print E-mail

Desde 2000, o envio de dinheiro pelos imigrantes aumentou 10 vezes mais. Somente para China foram remetidos 1,6 milhões de euros, segundo pesquisa do Centro de Estudos Sintesi.


Roma, 14 novembro 2008 – No ano passado, os estrangeiros que trabalham na Itália enviaram aos seus países de origem pelo menos seis milhões de euros. Um fluxo de liquidez igual a 0,4% da riqueza total produzida a nível nacional e que, no período de 2000 a 2007, cresceu quase 10 vezes (+ 927%). Mas, o montante se refere apenas aos valores repassados pelos canais oficiais – bancos, correios e agências –, colhidos pelo Ofício Italiano de Câmbio. Para ter uma visão mais abrangente do volume de remessas enviado pelos imigrantes, seria preciso considerar também a consistente fatia de economias remetida aos familiares por conhecidos e mensageiros que retornam à pátria ou que é expedida através de intermediários não registrados.


Os dados emergem de uma pesquisa desenvolvida pelo Centro de Estudos Sintesi de Veneza. Baseando-se nas estatísticas oficiais, os pesquisadores tomaram como referência cerca de três milhões de residentes estrangeiros de 2007, estimando, portanto, que cada um deles tenha transferido, em média, pouco mais de dois mil euros ao próprio país. Porém, quando se considera o número real de estrangeiros regulares, não inscritos nos cartórios - segundo a Caritas, cerca de quatro milhões – e os irregulares (que também remetem dinheiro), o dado cairia sensivelmente.


De acordo com o levantamento, um quarto do volume total de remessas saiu do Lazio (26%) e, na sequência, da Lombardia (20,6%), da Toscana (14,4%) e do Veneto (6,7%). O Lazio ocupa também o primeiro posto pela consistência das remessas comparável ao Pil produzido pela Região (0,94%) e pela soma total enviada para fora por cada residente na região (4.766 €). Valores superiores à média nacional, de 2.057 € euros, se registram entre as remessas per capita das regiões da Toscana (3.702 €), da Sardenha (2.875 €) e da Campania (2.864 €). Os aumentos mais consistentes, no período 2000-2007,  foram verificados no Valle d’Aosta, Toscana, Piemonte e Umbria.


A nível provincial somente Roma recolhe um quarto do volume das remessas nacionais (24,9%), mas é seguida de perto por Milão, distanciada das demais por 10 pontos percentuais (13,6%).  Seguem depois Prado (7,4%) e a capital regional Firenze (4,0%). As províncias que registram os maiores aumentos de 2000 a 2007 são Rieti e Viterbo. Quanto as remessas per capita, os primeiros lugares na classificação são Prado e Roma, locais onde estrangeiros residentes teriam enviado, em 2007, aos seus países de origem somas equivalentes, respectivamente, a 17.218 € e 5.404 €. Recordes que denunciam uma maior incidência de estrangeiros irregulares.


O País que recebeu mais dinheiro proveniente da Itália, em 2007, é a China com um montante total de 1,6 milhões de euros. Em segundo lugar vem a Romênia com 13,1% das remessas totais. Seguem depois, com incidência inferior, as Filipinas e o Marrocos. Países que também se destacaram na  classificação são o Senegal, o Brasil e a Albânia.


Os pesquisadores do Centro de Estudos Sintesi falam de “um fenômeno que está envolvendo não só quantitativamente mas também qualitativamente. As remessas não constituem só uma importante contribuição financeira para as famílias e para os Estados de proveniência dos imigrantes, mas também um instrumento de crescimento e progresso ideal e sustentável”.


“Se trata de um meio com capacidade de gerar um desenvolvimento autônomo, na medida do possível graças ao empenho dos mesmos cidadões dos países pobres, a maior parte dos quais pertence às classes de baixa renda. Além disso, no âmbito macro-econômico, o afluxo das remessas reforça a balança nacional dos pagamentos dos países mais pobres reduzindo seus débitos nos confrontos dos países mais ricos”, explicam os estudiosos.

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