As vítimas, recrutadas no Rio e São Paulo, tinham que entregar ao chefe da organização 50% da renda que ganhavam por noite.
Roma, 30 outubro 2008 - O brasileiro Leandro de Oliveira, 36 anos, foi preso em Roma, no final da semana passada, durante uma noite transgressiva promovida pela “Mucca Assassina”. Conhecido pelo nome de “Mama Luana”, ele é acusado de ser o líder de uma organização dedicada à exploração e ao favorecimento da prostituição, além de extorsão de transexuais brasileiros. A maioria dos rapazes era recrutada no Rio de Janeiro e São Paulo, sob a falsa promessa de trabalho no mundo do espetáculo. Uma vez chegando na Itália, sobretudo em Milão, os pretendentes a uma carreira artística eram levados, sob ameaça de pauladas, a trabalhar na rua para vender sexo. Eles eram obrigados a pagar para Oliveira uma “taxa” de 5 a 10 mil euros, mais 50% do rendimento obtido por noite. Segundo o Corriere della Sera, “Mama Luana” explorava pelo menos 10 transexuais, alguns soropositivos que, ocultando serem portadores da doença, ofereciam a possibilidade de relação sexual sem camisinha, desde que os clientes pagassem mais. As investigações em torno de Oliveira iniciaram em maio passado, depois que alguns transexuais explorados se rebelaram e apresentaram denúncia aos Carabineri. Junto com "Mama Luana", foram presos mais cinco brasileiros. (8) | 
|