Prazo para acolhimento de refugiados está para terminar

permissões de estadia

altImigrantes norte-africanos que deixarão os Centros irão receber bônus de € 500 euros

A menos de dez dias para o encerramento do prazo de acolhimento dos refugiados norte-africanos que chegaram ao país nos últimos dois anos, o governo italiano anunciou novas medidas relacionadas a estes imigrantes, entre elas um “bônus saída” no valor de 500 euros.

A portaria do Ministério do Interior informa, entre outras decisões, que os Comissariados de Polícia poderão expedir um “documento de viagem” para os que têm uma permissão de estadia por motivo humanitário e não conseguem obter uma passaporte com as autoridades do próprio país de origem, após terem verificado que o imigrante não representa um perigo para a ordem e segurança públicas. Com este documento, o estrangeiro poderá viajar inclusive para outros países do espaço Schengen, por no máximo de três meses e sem possibilidade de trabalhar legalmente.

Com relação ao acolhimento de requerentes de asilo menores de idade e não acompanhados, o Ministério informa que foram destinados 2,5 milhões de euros para reembolsar, através das “prefetture”, as entidades locais. Tais recursos poderão cobrir apenas as despesas de acolhimento “desde o início do processo de asilo até a inserção destes menores nas estruturas do Sistema de Proteção para Requerentes de Asilo e Refugiados”. O Ministério da Economia deverá destinar outros fundos para estes serviços.

A portaria informa também que entre as medidas voltadas a favorecer os percursos de saída voluntária exitem ainda os programas de repatriação assistida, realizados pela Organização Internacional das Migrações. Se houver “sobras” destes recursos, eles serão utilizados para garantir o acolhimento de pessoas consideradas “vulneráveis”, até que as mesmas sejam inseridas no Sistema de Proteção para Requerentes de Asilo e Refugiados.

A realidade é que a maioria destes refugiados deverá deixar os centros de acolhimento dentro de poucos dias e que destinar um “bônus de saída” no valor de 500 euros não é suficiente para diminuir a ansiedade destes imigrantes com relação ao próprio futuro, pessoas para as quais nestes últimos anos não foram realizadas verdadeiras medidas de integração. Quantos destes refugiados, sem terem moradia, nem renda, e falando pouco italiano, acabarão pelas ruas das perifeiras de nossas cidades?

Elvio Pasca