"Mulheres prisioneiras" - opinião expressada pelo presidente Nicolas Sarkozy sobre a burca resulta na criação de uma comissão parlamentar que deverá analisar o uso do traje em público.
Paris, 24 junho 2009 - Sinais de pouca tolerância às culturas estrangeiras parecem não ser apenas uma prerrogativa de determinados políticos italianos, mas também dos franceses. No dia 23, o Parlamento francês decidiu criar uma comissão para estudar o uso da burca naquele país, depois que o presidente Nicolas Sarkozy disse que a vestimenta islâmica, que cobre todo corpo, torna as "mulheres prisioneiras".
Composta por 32 representantes dos quatro principais partidos da França, a Comissão deverá examinar a matéria que pode resultar em uma lei que proíbe o uso do traje em público. O trabalho da comissão deve ser concluído dentro de seis meses. Representantes de organismos de defesa dos direitos humanos alertam que uma medida no gênero pode estigmatizar a população mulçumana na França, que abrange cerca de cinco milhões de pessoas, e marginalizar as mulheres que usam burca, inclusive francesas.