Imigrantes sonham com o emprego fixo, mostra pesquisa

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Melhor forma para encontrar trabalho é a indicação de amigos, releva estudo do Ismu, Censis e Iprs

Ter um emprego fixo e regular continua sendo uma ambição não só para os italianos, mas também para os trabalhadores estrangeiros. É o que resulta de uma pesquisa realizada pelo Ministério do Trabalho com os institutos Ismu, Censis e Iprs. O levantamento, publicado pela revista “Libertà Civili”, entrevistou cerca de 13 mil trabalhadores imigrantes.

O ingresso no mercado de trabalho também segue as mesmas regras válidas para os italianos, com prevalência absoluta dos canais informais, como a indicação de amigos, por meio da qual 73,3% dos trabalhadores estrangeiros declaram ter encontrado o atual emprego.

As profissões mais frequentes entre os entrevistados são no setor de restauração e em atividades hoteleiras (16%), seguidas pelo emprego domésticos (10% e 19% entre as mulheres), e operário genérico no setor de serviços, de indústrias ou da construção civil. As atividades menos frequentes são as que exigem maior qualificação, como profissionais intelectuais, operários especializados, médicos, empresários e técnicos especializados.

Entre os entrevistados, 33% afirmam estar realizando o mesmo trabalho desde que chegaram na Itália enquanto 40,4% declaram estar no segundo emprego. Apenas um quinto dos estrangeiros (19,2%) afirmam terem mudado de emprego três vezes e menos de um em cada dez (7,4%), dizem ter trocado de trabalho quatro ou mais vezes.

Se a complexidade da carreira profissional aumenta em proporção à idade do trabalhador e dos anos de permanência na Itália, do ponto de vista das nacionalidades, nota-se que os indivíduos que mais mudaram de atividade são os albaneses, peruanos e senegaleses. Ao contrário, chineses, indianos e bengaleses revelam uma menor mobilidade no mercado de trabalho.

Em todo caso, a complexidade do percurso profissional em termos de número de empregos nem sempre indica uma progressão na carreira. De fato, a pesquisa mostra que as mudanças de trabalho ocorrem com maior frequência entre os que têm uma experiência profissional em áreas particularmente complexas, caracterizadas muitas vezes por períodos de desemprego ou por formas de contrato temporários, com funções menos qualificadas e menos remuneradas.

Em média, os trabalhadores imigrantes entrevistados tiveram duas experiências de trabalho, com uma duração média de aproximadamente três anos. Todavia, se consideradas apenas as experiências de trabalho já concluídas, a duração média é menor, o que indica que a mobilidade é maior nos períodos imediatamente sucessivos ao ingresso na Itália.

Mais de 77% dos entrevistados se dizem satisfeitos com o emprego atual por causa, principalmente, de uma maior retribuição, seguida pelas condições contratuais, do tipo de trabalho realizado e pela estabilidade.

Menos numerosos são os que apontam um aumento no nível de competência. Os que possuem um nível escolar mais elevado têm, de qualquer modo, maior chance de terem a própria experiência profissional reconhecida no mercado de trabalho e, com maior capacidade para aproveitarem as oportunidades de orientamento e formação oferecidas pelo mercado ou pela empresa onde trabalham.