
“Excluo que as nossas embarcações possam virar hotéis”, afirmou o Ministro da Defesa Ignazio La Russa
Roma, 24 de março de 2011- A situação em Lampedusa chegou ao limite com a chegada dos refugiados do norte da África. Na noite de 22, os tunisinos que se encontram na ilha iniciaram uma greve de fome para protestar contra a emergência que já dura há dias: apertados em poucos metros quadrados e com serviços higiênico-sanitários ao colapso.
O Ministro do Interior, Roberto Maroni, deveria fechar um acordo com a atual administração da Tunísia, mas o compromisso foi adiado a pedido dos tunisinos para mais dois ou três dias. “A Tunísia é um país amigo e estou otimista quanto a possibilidade de resolver o problema”, assegurou Maroni. Mas o adiamento solicitado pelas autoridades tunisinas não deixa os funcionários do Viminale tranquilos sobre o bom êxito da negociação, fundamental para freiar o êxodo do norte da África.
Para acelerar as ações de transferência de imigrantes na Ilha de Lampedusa, ontem o navio da Marinha Militar San Marco partiu de Augusta com a finalidade de acolher cerca de 600 imigrantes. Sobre a possibilidade que a embarcação militar possa se transformar em um centro de acolhimento temporário para refugiados, o Ministro da Defesa, Ignazio La Russa afirmou “excluo que as nossas embarcações possam virar hotéis”.
“Com o San Marco transferiremos de Lampedusa cerca de 600 tunisianos. A primeira destinação é a Sicília, em um local colocado a disposição pelo Ministério da Defesa para atender um pedido de Maroni, com qual trabalho em absoluta sintonia”, explicou La Russa.
Marco Iorio
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