Ingresso gratuito somente para italianos e comunitários. Crianças extracomunitárias pagam bilhete inteiro.
Roma, 15 de maio de 2010 – Ingressos gratuitos para os menores, extracomunitários a parte. Em todos os monumentos e museus estaduais italianos, como a Galleria degli Uffizi de Florença, o Palácio Real de Caserta, o Museu Egípcio de Turim, vale o mesmo regulamento do ministério dos Bens Culturais.
A partir de uma modificação de 2006, foram previstos ingressos gratuitos para os cidadãos da União Européia que não tenham completado 18 anos de idade”. Mas, a norma exclui os menores extracomunitários, que devem pagar preço integral.
A seleção para o ingresso, baseada na nacionalidade, não penaliza somente os pequenos turistas que chegam de longe, mas também os filhos de imigrantes crescidos na Itália. Três crianças da escola média Calderari de Vicenza, em excursão por Florença, constataram o fato alguns dias atrás.
Na bilheteira da Galleria degli Uffizi, os menores, filhos de imigrantes sérvios crescidos na Itália, viram que não tinham os mesmos direitos dos outros companheiros de classe. O bilheteiro permitiu o ingresso grátis dos italianos, mas cobrou 6,50 euros de cada estudante estrangeiro.
O prefeito de Florença, Matteo Renzi, se desculpou pelo episódio, porém, não pode fazer qualquer intervenção. “Essa regra foi decidida pelo então ministro da Cultura Rocco Buttiglione. A Galleria degli Uffizi, enquanto museu estadual, não pode deixar de se adequar”, justificou Renzi.
Chamado em causa, Buttiglione ressaltou em um comunicado: “o decreto ministerial de 20 de abril de 2006 não deve absolutamente ser interpretado como uma discriminação. Em base a situação da época, se tratou de uma extensão das isenções, equiparando cidadãos da União Européia aos italianos, como recomendava uma norma européia. Contudo, vale lembrar que no Louvre, no Prado e no Van Gogh Museu as crianças entram grátis, independente da nacionalidade.
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