Apesar do diretor do instituto Mapelli explicar que a iniciativa beneficiará uma maioria de alunos italianos, leghistas se irritam e pedem esclarecimentos ao Ministério da Educação.
Roma, 11 de abril de 2011- Gera polêmica a escolha de uma escola de Monza de abrir um “canal preferencial” para inscrições de estudantes estrangeiros, do primeiro ano, cujas avaliações serão feitas nas mesmas condições para candidatos lombardos. O diretor do instituto Mapelli, Antonio D’Alerio, informou que a escolha foi ditada pela expectativa de obter os financiamentos para os cursos de língua italiana destinados aos estrangeiros.
A escolha do diretor, contudo, irritou expoentes da Lega Nord que, por meio de uma carta, pediram esclarecimentos à Ministra da Educação, Maristela Gelmini, sobre a legitimidade do pedido do instituto. Marco Tognini, chefe de grupo do partido, disse que a decisão da escola é um péssimo sinal para a Itália. “As escolas italianas foram feitas pelos italianos para os italianos, construídas com o nosso dinheiro”, alegou Tognini.
Para D’Alerio todas críticas são infundadas. “Não entendem que a escolha beneficiará um maior número os estudantes italianos. “Elevando o nível de aprendizagem da língua italiana pelos estrangeiros, eles terão condições de acompanhar o programa didático sem atraso”, explicou o diretor. Ele informou, ainda, que dos 1100 estudantes matriculados no instituto atualmente, apenas 76 são estrangeiros. E para o próximo ano, segundo D’Alerio, somente 11 estrangeiros apresentaram pedido de matrícula, assim representarão menos de 7% do total de alunos.
Finalmente, o diretor escolar dissipou qualquer dúvida sobre a natureza econômica do suporte. “De fato, nós pediremos recursos humanos adequados e não dinheiro para manter um programa de cursos intensivos de língua italiana para estudantes estrangeiro.
Existem vocábulos e conceitos previstos no nosso plano didático que são de difícil compreensão para os italianos, imagine para os estrangeiros que não conhecem a língua. A nossa escolha só visa o bem dos estudantes e o melhor desenvolvimento das aulas.”
Marco Iori
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