
Relatório anual da “Save the Children”: “Itália concentra pelo menos 4.500 menores estrangeiros não acompanhados.”
Roma, 31 de janeiro de 2011 – São pelo menos 4.500 os menores estrangeiros não acompanhados na Itália, mas o aumento da população infantil residente é acompanhada por uma deterioração das condições de “acolhimento e inclusão”. Esta foi a denúncia lançada, no dia 30 de janeiro, pela “Save the Children” durante a apresentação do segundo relatório anual sobre “Menores Estrangeiros na Itália”, que descreve 2010 como um “ano negro”.
Nos últimos sete anos, o número de menores estrangeiros residentes passou de 412.432, em 2004, para 932.000. A maior parte deles, cerca de 572.000 (10,4% a mais em comparação a 2009), nasceu na Itália, e representam aqueles que são definidos como “as segundas gerações”.
Entre os 4.500 menores estrangeiros não acompanhados, o grupo mais numeroso continua a ser constituído pelos menores afegãos (20%), seguido daqueles provenientes do Marrocos (14.7), Egito (11), Albânia (9), Bangladesh (5), Somália (3.9), República de Kosovo (3.8), Palestina e Eritréia.
“Os menores afegãos se confirmam com um fluxo em constante crescimento – explica Raffaela Milano, responsável pela “Save The Children –, todavia, é preciso recordar também a consistente presença do grupo de crianças romenos, também ciganas, que porém não são computadas porque são novos comunitários”.
Em diminuição aparece, por sua vez, o fluxo de menores provenientes dos países africanos Eritréia, Etiópia e Somália. Segundo as análises da Associação para os direitos dos menores, isso “não é um bom sinal” porque representa o fruto do acordo Itália-Líbia que envolve muitos menores nos mecanismos de repatriamentos, deixando presos na Líbia, onde não têm a possibilidade de beneficiar dos direitos fundamentais.
Em relação a outros menores que continuam a vir ao nosso país, a “Save the Children” destaca que eles continuam sendo submetidos a viagens de risco, escondidos dentro de veículos, no caso de menores afegãs ou bengaleses, ou em navios de deportação não identificados e difíceis de serem interceptados, no caso de menores provenientes, por exemplo, do médio-oriente.
As viagens são controladas pelos traficantes que pedem a cada garoto entre 4 a 5 mil euros. Para poder pagar o débito contraído pelas famílias, os menores são expostos ao risco de exploração ou caem em circuitos anormais e de ilegalidade.
Marco Iori
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