A maioria dos imigrantes não podem ser considerados refugiados por virem de países que não estão em guerra
“Desde o dia primeiro de janeiro até hoje, 14.918 pessoas desembarcaram na Itália, a maioria das quais não podem ser consideradas como refugiados ou solicitantes de asilo político por serem de países que não estão em guerra”. Este é o balanço da emergência imigração feito ontem pelo ministro do Interior, Roberto Maroni, durante o Conselho de ministros. “Os imigrantes foram alojados em centros de acolhimento de imigrantes clandestinos, mas as nossas estruturas estão superlotadas e a intensidade com a qual estão acontecendo tais desembarques tem criado grandes problemas para a ilha de Lampedusa”, disse Maroni.
“Trata-se de uma grave emergência, que estamamos administrando com meios adequados. Estamos arcando com inúmeras despesas, mas temos recursos suficientes para garantir as medidas necessárias e espero que o problema seja resolvido em breve tempo”, disse.
A União Europeia, por meio de um comunicado, enfatiza “a própria solidariedade para com os países que têm sido atingidos de forma direta pelos movimentos migratórios, entre eles a Itália, e reafirma a sua disponibilidade em ofercer o apoio necessário para a administração da situação de emergência”.
O ministro Maroni convocou uma reunião extraordinária com os governadores das Regiões e os presidentes da União das Províncias da Itália e da Associação Nacional dos Prefeitos italianos para “estudarem uma solução que resolva de modo igualitário a situação dos imigrantes que devem ser acolhidos, conforme o apelo do presidente da República, Giorgio Napolitano, por uma maior solidariedade entre as regiões italianas”.
A linha de ação do ministro Maroni recebeu a aprovação por parte do presidente Napolitano, que afirmou “apreciar o empenho do ministro do Interior, enfatizando que os palácios “Viminale” e “Quirinale” estão trabalhando em “plena sintonia”.
Marco Iorio
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