
Ministro do Interior afirma que decreto será apresentado ao Conselho de Ministros até o final deste mês para combater a norma europeia que não prevê a prisão obrigatória de clandestinos que não cumprem uma ordem de expulsão.
Roma, 7 de fevereiro de 2011 – “Devemos ajustar alguns aspectos negativos da diretiva 115/2008, porque alguns tribunais estão interpretando como ‘todos livres’ e como não se pudesse mais efetuar prisões ou expulsões de clandestinos. Isto coloca a Lei Bossi-Fini na mesa de discussões e devemos providenciar um decreto urgente para proteger os princípios dessa lei”, declarou o Ministro do Interior sobre a decisão de alguns tribunais de adotar autonomamente a referida determinação europeia.
Maroni afirmou submeterá à avaliação do Conselho de Ministros uma nova e urgente medida no final de fevereiro que permitirá enfrentar as conseqüências da norma europeia, que não prevê a prisão obrigatória de clandestinos flagrados na Itália depois de uma ordem de expulsão.
O ministro também falou sobre situação dos desembarques em Lampedusa, ocorridas depois das revoltas no norte da África. “Estamos monitorando se a revolta na Tunísia e em outros países do Magrebi poderia aumentar os fluxos de imigração clandestina à Itália”, disse Maroni. De qualquer forma, o ministro acrescentou que está preocupado com a situação dos países envolvidos nos fortes protestos dos últimos dias e espera uma rápida estabilização dos conflitos, sobretudo para ativar na Tunísia uma ação adequada de prevenção dos desembarques.
“Concordamos logo com o pedido do ministro Francês, Brice Hortefeux, de realizar em caráter de urgência, no mês de abril, uma reunião dos Países do G6, junto com Chipre, Malta e Grécia, para definir uma estratégia comum para administrar um fenômeno “cheio de incógnitas”, concluiu Maroni.
M.I.
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