O tema está em terceiro lugar na lista de preocupações, atrás apenas do “desemprego” e da “criminalidade”
Mais da metade dos italianos (55%) se dizem preocupados com o tema da imigração. A questão está em terceiro lugar na lista de preocupações dos italianos, atrás apenas do “desemprego” e da “criminalidade”. Os dados fazem parte da pesquisa realizada pela Fundação Moressa, que em ocasião da Semana Contra o Racismo entrevistou 600 italianos sobre o grau de abertura para com a população imigrante.
O levantamento revela uma grande disponibilidade verso os estrangeiros e um reconhecimento da importância do papel desenvolvido pelos imigrantes em âmbito econônico. Segundo estudo, os idosos apresentam maior resistência com relação ao tema (quase 6 em cada 10). Os jovens, ao contrário, se dizem menos preocupados com a imigração (48%), temem mais o desemprego e demonstram uma maior sensibilidade com relação a questões ambientais.
Na maioria dos casos (49%), os imigrantes são vistos tanto como uma riqueza quanto um probelma para o país.
São considerados um recurso porque indispensáveis para a realização de atividades de trabalho que dificilmente são aceitas por italianos (inclusive durante um período de crise) e porque contribuem para o sistema previdenciário e para o crescimento do país.
A diversidade étnica é vista como um problema para 32% dos entrevistados, para os quais “os imigrantes recebem mais recursos econômicos do que destinam ao fisco”, além de “representarem uma ameaça à segurança pública”.
De acordo com a maioria dos entrevistados, os casos de discriminação contra imigrantes continuam a exisitir e, com o passar do tempo, têm aumentado. Educação, assistência médica e trabalho são as condições que deveriam ser garantidas aos imigrantes para incentivar e apoiar o processo de integração. Moradia, regarupamento familiar, auxílio econômico e liberdade religiosas, ao contrário, são vistos como fatores secundários pela maioria.
Os entrevistados não veem problema em trabalhar junto com um estrangeiro, nem tampouco em matricular seus filhos em escolas que tenham 20% de alunos estrangeiros ou terem imigrantes como vizinhos de casa. A maioria, porém, se diz reticente em alugar imóveis comerciais ou residências a estrangeiros.
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