
Fedriga: “Garantir a maturação da identidade das crianças”. Serracchiani: “Defesa da raça?”
Roma, 20 de julho de 2010 – O teto introduzido pela ministra Gelmini nas escolas obrigatórias não basta. Segundo a Lega Nord é preciso limitar também o número de crianças estrangeiras nos “asili nidi” (creches), escolas infantis e centros de verão municipais.
A proposta foi lançada na sexta-feira passada em Trieste pelo deputado e secretário provincial da Lega Nord, Massimiliano Fedriga. “Estudos sociológicos – explicou – afirmam que o limite para garantir a todos um bom nível de aprendizagem deveria ser de 10%. Nós consideramos que um teto de 30% pod eria ser eficaz, uma cota que estaria em linha com a determinação da ministra Gelmini.”
Fedriga declarou que, em alguns “nidi” de Trieste, os filhos dos imigrantes são mais da metade dos inscritos, um “dado alarmante” que deve ser combatido com o teto e uma eventual “recolocação de excedentes em seções diversas”. O parlamentar leghista assegura que já conta com o apoio do Udc, mas não do “Popolo della Libertà”.
Mas qual é o alarme segundo Fedriga? Quais são os riscos que as crianças italianas correm crescendo junto a muitos filhos de imigrados? “O objetivo – explicou o leghista – é garantir uma correta maturação da identidade das crianças, sem que elas sejam obrigadas a interagir com situações em que os modelos de referimento culturais e antropológicos diversos dos nossos se tornem predominantes”.
“Os pseudos argumentos científicos de Fedriga para sustentar a sua proposta lembram aquelas dos redatores da ‘Defesa da raça’, a revista fascista que divulgava o verbo racista na Itália”, ataca Debora Serracchiani, deputada do Partido Democrático. O teto nos “asili”, continua a expoente do Pd, “antes de ser politicamente censurável, é humanamente desconcertante”.
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