
Leghistas afirmam que fechamento do Departamento Nacional Antidiscriminação resultaria em uma economia de dois milhões de euros, que poderiam ser reinvestidos no Festival Verdi.
Roma, 14 de fevereiro de 2011 - Os senadores da Lega Nord assinaram duas emendas para o decreto "Milleproroghe", que prevê a extinção dos Departamentos Nacionais Antidiscriminação, que foram criados em todos os países do bloco graças uma norma europeia.
Os parlamentares leghistas justificam que o fechamento dos organismos, previstos nas emendas a partir de 31 de março deste ano, resultaria na economia de cerca de dois milhões de euros, que poderiam ser reempregados imediatamente em finalidades mais nobres, como a realização do Festival Verdi no Teatro Regio de Parma, devidamente previsto em uma das propostas leghista.
Sandro Mazzatorta, um dos senadores que assinou as emendas, afirmou que o Unar, que frequentemente atua contra as medidas anti-imigrantes dos prefeitos (leghistas) no Norte da Itália, "só serve para concentrar obscuros burocráticos que fazem política, os professorzinhos da pena vermelha que assinalam: aqui, vocês são racistas; ali, xenófobos".
O interessante é que o Unar não é um departamento independente, mas subordinado à Presidência do Conselho dos Ministros. Ou seja do governo, o mesmo do qual fazem parte os leghistas, que só agora dão conta que mantinham um "inimigo" em casa.
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