Pa
ra Magdi Cristiano Allan, a integração é um dever do imigrante
“Não há tempo a perder. É precido criar um Ministério da Integração”, defende o jornalista egípcio naturalizado italiano, Magdi Cristiano Allam. O líder do movimento “Eu Amo a Itália”, já tem o seu candidato para a pasta: ele mesmo.
Em um editorial publicado no “Il Giornale”, Allam revela ter sugerido, a seis anos atrás, a criação de um novo ministério ao primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi. “No dia primeiro de dezembro de 2005, encontrei-me com o premiêr Berlusconi no Palazzo Grazioli e ofereci a ele a minha disponibilidade em assumir a responsabilidade de um novo cargo, que na época denominei como ‘Ministério de Integração, da Identidade Nacional e da Cidadania’. Depois deste encontro, porém, a proposta não foi mais abordada, imagino que por contrariedade do então ministro di Interno, Giuseppe Pisanu”, afirma Allam.
Diante da atual emergência causada pela imigração proveniente dos países norte africanos, o jornalista volta a defender a criação de um nova pasta, reformulada, segundo ele, como “Ministério da Identidade Nacional, Cidadania, Integração e Desenvolvimento Solidário”, para poder tratar de todas as temáticas relacionadas ao problema. “Tantas coisas juntas porque somente se somos seguros de nós mesmos podemos interagir de modo construtivo com o próximo”, diz.
O jornalista defende também uma maior atuação italiana para prevenir a imigração. “O ideal seria colocar estas pessoas na condição de poderem ser plenamente elas mesmas, na própria terra natal, e junto com os próprios familiares e amigos”.
Segundo Allam, a integração dos imigrantes no país de adoção “é um proceso vinculante e não facultativo, um dever’”. Em prática, escreve o líder do movimento “Eu Amo a Itália”, “a integração pressupõe a obrigação de aprender a língua italiana, de conhecer a nossa cultura, de respeitar as nossas leis e regras da convivência civil, de compartilhar dos valores não negociáveis que constituem a base da nossa civilização”.
EP
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