Roma, 1 de junho de 2010 – O “Relatório sobre a Situação do Trabalho no País”, divulgado recentemente pelo Istat, revela que a crise econômica atinge tanto italianos quanto imigrantes, mas estes últimos sofrem conseqüências ainda mais graves.
“A fase cíclica negativa se traduziu em um agravamento da condição ocupacional tanto para italianos quanto para estrangeiros. Mas, “a taxa de ocupação para os primeiros (56,9%), diminuída em mais um ponto percentual em 2009, ainda é menor se comparada com a flexão verificada para estrangeiros (de 67,1% em 2008 para 64,5% em 2009)”, explicam os pesquisadores. Eles acrescentam que tal dinâmica é percebida também nas taxas de desocupação: “7,5% (0,9 pontos percentuais a mais em relação ao ano precedente) para italianos e 11,2% (2,7 pontos a mais)” para estrangeiros.
O relatório Istat revela que “para os italianos, a forte diminuição do número de ocupados (-527 mil) é acompanhada pelo aumento de desocupados (+176 mil) e de inativos (+ 373 mil, entre os quais 223 mil em idade produtiva). Para os estrangeiros, o aumento da desocupação (+77 mil) e da inatividade (+ 113 mil) ocorreu em paralelo com um aumento da ocupação (+ 147 mil), concentrado nas profissões não qualificadas, sobretudo no segmento operário, onde a presença de estrangeiros já era alta.
O último dado, de acordo com os pesquisadores, confirmaria “que, também na crise, os imigrantes continuam a responder pelos pedidos de trabalho não desejados pela mão de obra italiana. Por exemplo, aproximadamente metade das trabalhadoras estrangeiras no país está concentrada em cinco profissões específicas: empregada doméstica, funcionária de empresa de limpeza, garçonete, servente de hospital e balconista”.
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