O caso gerou uma crise diplomática entre Itália e Índia. Embaixador italiano é convocado a dar explicações em Nova Deli.
Um famoso treinador de golf indiano, Amrintinder Singhm, foi obrigado a tirar o turbante ao passar por uma revista durante o desembarque no aeroporto de Malapensa, em Milão, na semana passada. De religião “sikh”, o indiano disse sentir-se humilhado por ter tido que mostrar os cabelos aos agentes de fronteira, mesmo após ter passado pelo detector de metais sem nenhum problema.
O caso teve grande repercussão na Índia. As autoridades indianas manifestaram oficialmente a insatifastifação por tal comportamento ao embaixador da Itália em Nova Deli, Giacomo Sanfelice di Monteforte. O diplomata italiano desculpou-se afirmando tratar-se de um “caso isolado”.
Nesta semana, porém, enquanto embarcava de volta de Milão para Nova Deli, Amrintinder passou pelo mesmo tipo de controle policial, tendo que tirar o turbante novamente. Após este novo episódio, o embaixador italiano foi convocado a explicar-se ao Ministério das Relações Exteriores da Índia, Somanahalli Mallaiah Krishna.
O ministro indiano condenou o episódio inclusive durante uma audiência em Parlamento, convocada por um senador da oposição. “Um insulto a um sikh, onde quer que seja, é um insulto à nação”, disse o cancheler indiando. O caso agora pode tomar contornos maiores e ser levado, inclusive, à Organização das Nações Unidas.
Segundo uma reportagem de “The Hindustan Times”, o governo indiano, membro permanente do Conselho de Segurança da ONU, está preparando um projeto para que o turbante “sikh” seja considerado como um símbolo religioso. “Temos certeza de que a medida será aprovada”, afirmou uma fonte do governo indiano ao jornal.
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