Os dados sobre os segurados: “Imigrantes sofrem mais infortúnios”
Roma, 19 de maio de 2010 – Na Itália são 3.400.000 os estrangeiros inscritos ao INAIL (Istituto nazionale per l’assicurazione contro gli infortuni sul lavoro). O dado foi divulgado, no dia 17, durante a convenção “O trabalho, os infortúnios e as doenças profissionais dos estrangeiros”. “O número dos segurados aumentou ao longo dos anos”, informou Adelina Brusco, da “Consulenza statistico attuariale INAIL”, precisando, porém, no dado estão inclusos também pessoas que trabalharam um só dia ou então por um período determinado ou temporário.
“Os setores mais arriscados para os homens são o da construção, do transporte, da metalurgia e da indústria pesada. Para as mulheres, os maiores perigosos ocorrem no setor terciário, embora altos índices de incidência são registrados também na indústria pesada”, informou Brusco. “Obviamente, as mulheres estão empregadas principalmente nos setores mais leves. Contudo, o risco de infortúnio não reduz para aquele baixo número de mulheres que opera na indústria”.
“Para o nosso levantamento, dividimos os trabalhadores estrangeiros em duas categorias: os primeiros são aqueles provenientes de países com forte pressão migratória como a România, o Marrocos, a Argélia e outros países africanos e asiáticos. Os segundos, por sua vez, são oriundos de países com desenvolvimento avançado como a Suíça, a Alemanha e a França”, explicou Daniela Gallieri, demógrafa e especialista em informática para a direção central Serviços Informáticos e Telecomunicações INAIL. “No segundo caso, temos observado um comportamento muito semelhante com aquele dos trabalhadores italianos, diferentemente dos primeiros”.
Estas dinâmicas, evidencia o Instituto, permitem facilmente compreender porque o índice de incidência de infortúnios entre pessoas provenientes de países com forte pressão migratória seja mais alto em relação a outros. “No âmbito das políticas sociais se abre um foco ainda maior, pois são trabalhadores submetidos a um alto risco de periculosidade. Enfim, se trata de pessoas empregadas principalmente em trabalhos manuais e com uma formação profissional bastante limitada”. concluiu Gallieri.
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