A Itália ainda precisa de trabalhadores imigrantes e o ‘decreto flussi’ não pode ser suspenso a pedido de uma Região

“A Itália ainda precisa de trabalhadores imigrantes e o fluxo de novos ingressos não pode ser interrompido por pedido desta ou daquela Região”. Com estas palavas, Jean-Leonard Touadi, deputado do Partido Democrático, e Marco Pacciotti, coordenador do Forum Nacional para a Imigração do mesmo partido, entram no debate sobre o ingresso de novos estrangeiros para trabalharem no país.
A afirmação é uma resposta às recentes declarações do diretor da Caritas de Veneza, Don Dino Pistolato, segundo o qual o governo italiano errou ao publicar um novo “decreto flussi” autorizando a entrada de novos trabalhadores imigrantes no país, porque, em suas palavras: “arrisca-se a dar início a uma guerra entre pobres".
“Com relação à oportunidadede um novo ‘decreto flussi’ è preciso lembrar que não há, na normativa italiana sobre imigração, determinação de cotas de ingresso com base regional”, diz o comunicado assinado em conjunto por Touadi e Pacciotti.
A programação do ‘decreto flussi’ e a distribuição das cotas de ingresso responde à exigência de fazer com que coincidam a demanda e a oferta de trabalho, levando em cosideração o fato já consolidado de que o trabalho dos imigrantes é complementar e não concorrente ao trabalho dos italianos. Portanto, é possível, mesmo em tempos de crise econômica, que alguns setores, como o manufatureiro, tenham exigências menores com relação a outros, como o turístico, o agrícola ou do comérico, onde a demanda está crescendo constantemente. Em todo caso, é a conferência Estado-Região a sede onde devem ser analisadas as necessidades territoriais”, afirmam.
“Com relação à demanada por trabalhadores, é preciso ressaltar ainda que as associações empresariais, inclusive do Vêneto, julgam inadequados não somente o ‘decreto flussi’ publicado recentemente, mas todos os procedimentos de regularização de trabalhadores vindos do exterior através do sistema conhecido como ‘chamada direta’, diz o comunicado assinado por Touadi e Pacciotti.
“O problema, se existe, é o de aprimorar ainda mais os critérios para a concessão das cotas de ingress e de facilitar os procedimentos para aproximar ainda mais a demanda à oferta de trabalho, através de mecanismos como o do ‘sponsor’ (patrocinador)”, afirmam.
“É necessário, todavia, manter alta a atenção social relativa ao mundo dos imigrantes precários, para os quais devem funcinar todos os instrumentos de tutela previstos pela normativa e, como reivindicado pelo PD, deve-se prorrogar a validade da permissão de estadia de quem perdeu o emprego e está a procura de um outro para menos dois anos de duração (atualemtne são seis meses). Não pode e não deve ser transmitida a mensagem - além do mais já desmentida por todos os setores – segundo a qual a Itália não teria mais necessidade de trabalhadores imigrantes ao ponto de dever suspender a programação dos ‘decreto flussi’, como alluma pessoas têm defendido nos últimso dias”, concluem os membros do PD.
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