
Em comparação com a renda anual dos italianos, são quase € 7 mil a menos. O estudo, que tomou como base as declarações de renda, foi conduzido pela Fundação Leone Moressa.
Roma, 31 de dezembro de 2010 – A renda média anual declarada pelos imigrantes é de € 12.639, € 6.755 a menos da média declarada pelos italianos. Este é um dos resultados da pesquisa realizada pela Fundação Leone Moressa, que analisou as declarações de renda de pessoas físicas em base aos países de nascimento dos contribuintes para o ano fiscal 2008.
De acordo com o levantamento, € 40 bilhões correspondem a renda total declarada por mais de três milhões de contribuintes nascidos no exterior. Isto significa, em termos percentuais, que eles representam 7,8% dos contribuintes totais e certificam 5,2% da inteira riqueza produzida: desde 2005, o volume declarado e o número de contribuintes cresceram quase na mesma proporção: + 32,8% no primeiro caso e +32% no segundo.
Diferença de gêneros: 40,9% dos contribuintes nascidos no exterior é do sexo feminino, que contribui com apenas um terço da renda dos estrangeiros. De fato, elas declaram uma renda anual média de apenas € 10 mil, contra € 14 mil dos homens. A Moldávia é o pais de onde chega o maior percentual de mulheres contribuintes (67,4%). Desde 2005, as imigradas oriundas de Países do Leste Europeu são responsáveis pelo aumento de contribuintes, principalmente aquelas procedentes da România (+ 143,6%) e Moldávia (+ 113,6%).
Tipologias de renda declaradas: 88% dos estrangeiros declara renda oriunda do trabalho dependente e similares, enquanto apenas 19% preenche também a seção do formulário relativo aos terrenos e imóveis (quando para os italianos se trata de 81,7%). Em média se considera o fato que nas rendas provenientes do trabalho dependente o volume anual equivale a € 12.342, ou seja € 5 mil a menos dos italianos.
Classes de renda: a metade dos contribuintes nascidos no exterior declara menos de € 10 mil, enquanto para os sujeitos nascidos na Itália o percentual desce para 33,1%. Em termos de percentuais acumulados, o ponto médio da distribuição de renda dos estrangeiros se posiciona na classe de 0 a € 10 mil, enquanto para os italianos entre € 15 mil e € 25 mil.
Proveniência: os romenos constituem o maior número de contribuintes estrangeiros, com o percentual de 17,6%, e são seguidos pelos albaneses e marroquinos. Mas, se os primeiros declaram uma renda média de € 8.761, o segundo grupo € 11.828 e o terceiro € 10.915.
Diferenças regionais: a presença dos contribuintes nascidos no exterior é mais alta nas áreas do Norte, mais contida no Sul. Quase 20% dos declarantes estrangeiros se concentra na Lombardia, 11,3% no Veneto, 10,5% na Emília Romagna e 9,6% no Lazio. As Regiões de Trentino Alto Adige e Friuli Veneza Giulia se distinguem pela densidade mais elevada de contribuintes nascidos no exterior em comparação ao contingente total.
Os contribuintes estrangeiros com as remunerações mais elevadas vivem na Lombardia (mais de € 15 mil). Em seguida, vêm aqueles que moram em Friuli Veneza Giulia (€ 14.225), Piemonte (€ 13.419) e Lazio (€ 13.330). Mas é ao Norte que se evidenciam as maiores diferenças salariais entre imigrados e italianos.
“A quantidade de contribuintes estrangeiros e a renda por eles declarados”, afirmam os pesquisadores da Fundação Leone Moressa, “confirmam ainda uma vez como os imigrados são – e continuarão a ser cada vez mais – uma parte importante da estrutura social da Itália.”
“Estudar esse fenômeno significa compreender como os estrangeiros contribuem com o crescimento total da economia nacional não esquecendo que se poderia esperar uma incidência ainda mais elevada somente se o trabalho submerso fosse regularizado, uma medida que protegeria os imigrados, mas que também beneficiaria a inteira coletividade”, concluem os pesquisadores.
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