
“Estado de emergência” desbloqueia 5,6 milhões de euros para serem investidos nas estruturas que cuidam dos fluxos e da regularização.
Roma, 28 de fevereiro de 2011- O "estado de emergência" declarado pelo governo dias atrás serve principalmente para enfrentar os desembarques na Sicília. Porém, pode ser também uma boa ocasião para cuidar de problemas crônicos, como aquele que milhares de pessoas enfrentam para ter uma resposta sobre os fluxos e a regularização.
Os "Sportelli Unici" para a imigração e os departamentos para estrangeiros das “Questure” trabalham com dificuldade devido a falta de recursos humanos. A declaração de emergência, entretanto, deverá desbloquear um fundo que permitirá contratar trabalhadores interinos e autorizar a realização de horas extras pelos dependentes.
As "disposições urgentes de proteção civil", publicadas na “Gazzetta Ufficiale” da segunda-feira passada, prevê no artigo 8 que, para completar a regularização e administrar os fluxos de ingresso, o Departamento para as Liberdades Civis e a Imigração do Ministério do Interior poderá utilizar, por seis meses, até 325 trabalhadores, que serão distribuídos entre os vários departamentos.
Além disso, o Departamento pode autorizar horas extras para 250 trabalhadores já em serviço, fixando como limite para cada mês uma média de 12 horas, e um máximo de 40 horas por pessoa.
O Estado deve investir até 5,6 milhões de euros para a dinamização do trabalho nas referidas estruturas.
Elvio Pasca
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