Para Luca Zaia, governador do Vêneto, a imigração tunisiana não constitui emergência humanitária
“Aqueles que chegam usando tênis de marca, jaqueta à moda europeia e celular nas mãos não são gente que pede asilo político”. Em entrevista ao “Il Giornale”, o gevernador do Vêneto, Luca Zaia, acusa os que, segundo ele, são “falsos refugiados”.
“Os italianos estão indignados com este espetáculo. A ilha de Lampedusa não está sendo invadida por refugiados políticos ou pessoas desesperadas, mas sim por tunisianos que estão escapando de um território onde a vida normal já foi reestabelecida, onde as empresas foram reabertas. Sei disso porque lá existem várias empresas vênetas”, afirma Zaia.
“Todos nós vimos e sabemos como são as embarcações de emergência humanitária: lotadas de todo tipo de gente, mulheres, velhos, crianças. Hoje desembarcam apenas rapazes de 25 a 35 anos, sem família e que aparentam ter boa saúde, com bom aspecto e não tão carentes assim. Se fossem apenas alguns barcos eu poderia entender, mas estes estão repletos de homens que pagaram aos traficantes de pessoas cerca de 2 mil euros para fazerem a travessia”, afirma o governador.
Com relação ao plano de redistribuição dos refugiados entre as diferentes Regiões italianas, Zaia afirma que “o Vêneto fará a sua parte”. “Trata-se, porém, de dar asilo político. O número de 50 mil refugiados é virtual e até o momento é igual a zero. Além disso, serão necessárias algumas correções. O Vêneto já sofre uma forte pressão demográfica estrangeira e, além disso, recentemente tivemos o problema das enchentes”, disse.
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