
O ex-primeiro ministro italiano e atual deputado defende uma nova gestão dos fluxos migratórios
“Em 2050 a população ativa na Europa irá diminuir dos atuais 333 milhões de pessoas para pouco mais de 240 milhões. Para reequilibrar a relação entre a sua população ativa e passiva, o continente irá precisar de 30 milhões de trabalhadores imigrantes pelos próximos 30 anos”. A estimativa foi apresentada pelo ex-primeiro ministro italiano e atual deputado, Massimo D'Alema, durante o Forum Social Mundial, que está sendo realizado nestes dias em Dakar, no Senegal.
Segundo D’Alema, é indispensável reescrever as normas que regulam os fluxos migratórios entre os países de maior proveniência e os países da União Européia “reconhecendo direitos reais aos imigrantes que, por sua vez, se devem empenhar em respeitar as leis das nações que os recebem”.
Para o deputado do PD, "é preciso ter em conta que nos próximos anos será sempre maior a nacessidade de mão de obra na Europa o que, ao mesmo tempo, significará uma chance de desenvolvimento para as nações de emigantes".
Com relação aos direitos, D’Alema ressaltou a importância do “reconhecimento da cidadania aos imigrantes, para permitir uma plena adesão aos direitos sociais e civis, incluindo o direito ao voto. Ao mesmo tempo, os imigrantes devem se emprenhar em respeitar as leis das nações que os recebem, inclusive aquelas relativas à posição social da mulher”.
D’Alema disse ainda que a União Europeia deve participar mais ativamente da gestão dos fluxos migratórios, pois nos últimos anos o bloco “delegou a responsabilidade do combate à clandestinidade diretamente aos países atingidos, causando graves consequências aos direitos humanos”.
M.I.
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