
“Em Roma não há apenas a emergência nômade, existe também o problema dos refugiados políticos, dos imigrantes e dos indigentes”, afirma o prefeito
“Falta uma lei sobre os refugiados políticos. Não existe um percurso claro, com exceção dos primeiros 60 dias previstos pela lei para que sejam verificar quem realmente é refugiado e quem, ao contrário, vive na ilegalidade. È necessário criar um decreto lei, tendo em vista inclusive a atual onda de imigração proveniente do Norte da África, que estabeleça um percurso claro com realação aos refugiados políticos, para que a integração possa ocorrer realmente e para que a responsabilidade pelas ações humanitárias não seja somente das prefeituras”. As afirmações de Gianni Alemanni, prefeito de Roma, foram feitas durante a conferência “O Desafio do Federalismo”, realizada no dia 28 de fevereiro, na Sala della Protomoteca, no Palácio Campidoglio.
Em Roma temos 6 mil refugiados políticos, dos quais 1.200 estão em lista de espera para obterem uma vaga em um dos centros de acolhimento e outros 1.600 que já foram acolhidos pela prefeitura. Os nossos centros de estão superlotados, seja por cidadãos nômades, seja por pessoas carentes. O meu pedido é para que o governo enfrente o problema integralmente: não existe apenas a emergência nômade, existe também o problema dos refugiados políticos, dos imigrantes e dos indigentes”, disse Alemanno.
“Temos que ter um plano integral. Nós faremos a nossa parte e pediremos ao governo que não nos deixe sós”, concluiu o prefeito.
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