
Casamento na pequena república independente não exige “permesso di soggiorno” e vale na Itália. Maroni promete acabar com a festa. San Marino, 24 de janeiro de 2011 - Desde agosto de 2009, para se casar na Itália é obrigatório apresentar o permesso di soggiorno. A novidade foi introduzida pela lei de segurança para reprimir os casamentos por conveniência. Quem se casa com um italiano ou um estrangeiro regularmente permanente adquire de fato o direito de viver na Itália, assim no passado muitos clandestinos pagavam generosamente por um casamento, mas depois da cerimônia marido e mulher voltavam a ser perfeitos desconhecidos. A lei de 2009, contudo, não tem diminuido as uniões mistas, mesmo se um dos noivos é clandestino. Segundo a Associação para os Direitos dos Usuários e Consumidores (ADUC) - que alguns dias atrás defendeu que "pressupor que o clandestino se casa unicamente para obter o permesso é uma grave e intolerável ingerência do Estado na esfera privada" – a lei italiana incentiva o negócio de casamentos em San Marino. Para driblar a lei italiana, segundo a ADUC, muitos estrangeiros estão casando na minúscula república independente, a dois passos do litoral da Romagna, que não exige o permesso di soggiorno italiano aos esposos extracomunitários, e os casamentos celebrados nos seus confins são válidos também na Itália. De acordo com a ADUC, os preços dos casamentos naquele país aumentaram graças a procura dos casais mistos oriundos da Itália. Em média, custa mil euros e os casais são formados por um italiano e um irregular, ou entre um estrangeiro regular na Itália e um clandestino, que decidem investir esta soma em uma troca de carta di soggiorno. O ministro do Interior Roberto Maroni já se deu conta do "problema" e tenta remediar a situação. Na terça-feira passada, ele se reuniu em Roma com uma delegação de San Marino para discutir sobre o tema de casamentos entre cidadãos estrangeiros extracomunitários. "Da parte italiana - se lê em um comunicado do Ministério do Interior - foi avaliado positivamente a disponibilidade de San Marino de encontrar soluções de comum acordo para disciplinar a matéria. Enfim, dependendo da vontade de Maroni também San Marino se transformará em um lugar proibido para noivos sem permesso di soggiorno." Elvio Pasca
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