Roma, 9 de junho de 2010 – A “cidadania italiana de pelo menos um dos pais” era, até alguns dias atrás, um dos requisitos para receber um bônus bebê de 258, 23 euros em Palazzago, cidade da província de Bergamo com 4 mil habitantes.
A decisão da administração municipal, conduzida pelo leghista Umberto Bosc, que na época dizia que os filhos dos imigrantes excluídos seriam “somente dois”, foi considerada “discriminatória” pelas associações Anolf e Asgi, que levaram o caso para o tribunal.
Na semana passada, os juízes condenaram o regulamento de Palazzago, exatamente como ocorreu contra a Prefeitura de Brescia que tentou limitar o bônus bebê “só para italianos”. “A medida é discriminatória pela distinção totalmente arbitrária entre cidadãos italianos e estrangeiros” se lê na sentença.
Agora, a Prefeitura de Palazzago deverá conceder a contribuição aos imigrados e pagar as despesas do processo conduzido pela Anolf e Asgi. Mas, Bosc anunciou que apresentará novo recurso mesmo a custo de desperdiçar um pouco mais o dinheiro dos contribuintes.
| < Anterior | Próximo > |
|---|




