Prefeitura quer conceder bônus para que famílias imigradas em dificuldade possam pagar o aluguel. Lega grita: “É racismo ao contrário”
Roma, 25 de junho de 2010 – Virou um caso político a ajuda econômica que a Prefeitura de Bolonha quer destinar aos cidadãos estrangeiros que não estão conseguindo mais pagar o aluguel. Tudo nasce com os fundos liberados pelo ministério do Trabalho para o projeto “Territórios em rede para acesso à moradia”.
Bolonha recebeu 224 mil euros, originariamente destinados para pagar antecipadamente os primeiros meses de aluguel de uma casa “verdadeira” para os cidadãos extracomunitários abrigados nos centros de acolhimento.
Aproveitando a metade do dinheiro que sobrou, a administração bolonhesa decidiu investir em outra emergência, transformando o recurso em contribuições para as famílias estrangeiras que pagam aluguel e se encontram “com dívidas devido os efeitos da crise econômica”. Não conseguem, por exemplo, pagar o aluguel porque o chefe da família perdeu o trabalho.
Com a ajuda municipal, muitas famílias imigradas poderiam evitar de terem que deixar a casa onde moram. Mas, como de praxe, a Lega Nord gritou. “É racismo ao contrário”, disse o conselheiro regional “leghista” e ex-chefe de grupo na Prefeitura, Manes Bernardini, que alega que “o dinheiro do fundo deve ser garantido primeiramente aos bolonheses e italianos que enfrentam situações de crise habitacional semelhantes”.
“Se essas pessoas não têm condições de continuar vivendo no território italiano é preciso ajudá-los sim, mas para que voltem aos seus países. Não podemos permitir hoje privilégios aos estrangeiros extracomunitários que não podem ser garantidos nem aos cidadãos bolonheses”, disse Bernardini.
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