
Plano para a internacionalização das universidades italianas, que está sendo elaborado pelo Ministério da Educação, objetiva atrair mais estudantes estrangeiros e, sobretudo, que eles possam ser absorvidos pelas empresas do país
O Ministério da Educação da Itália está desenvolvendo um plano para internacionalizar as faculdades do país. Entrevistado pelo Sole 24 Ore, o ministro Francesco Profumo, ex-reitor do Politécnico de Turim, informou que a criação do “Projeto País” – como ele define o plano no momento – é a resposta para inverter o preocupante dado que a Itália atrai menos de 4% do total de estudantes estrangeiros, percentual muito aquém a média de 8,5% estabelecida pela OCSE – sigla em inglês para a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico.
O plano do governo para mudar esse panorama, segundo Profumo, prevê vários tipos de iniciativas, desde cursos em inglês até testes de seleção nos países de origem, mas também uma intervenção na burocracia referente às normas de imigração com a criação de “sportelli unici” nas universidades para facilitar a permanência na Itália de estrangeiros recém diplomados.
“A internacionalização é um investimento, econômico e organizativo, que posteriormente permitirá o país colher seus frutos. Se conduzimos os estudantes estrangeiros ao mestrado e ao doutorado, devemos encontrar uma forma para que eles possam trabalhar nas nossas empresas, pois, ao contrário, o inteiro projeto perde o seu aspecto mais importante”, disse o ministro.
Profumo ressaltou, porém, que o desenvolvimento do plano esbarra no problema de calendário. “O mundo anglo saxão abre o período de seleção no outono do ano acadêmico precedente ao do curso e fecha em janeiro. Nós, que aplicamos os testes em setembro do mesmo ano em que inicia o curso, corremos o risco de atrair somente os estudantes que não foram aprovados em universidades de outros países. Seria necessário antecipar todo o processo, para acompanhar o mesmo calendário de outros Estados”, afirmou.
Profumo antecipou que o Ministério da Educação italiano fechou um acordo com a Cambridge Assesment para a realização de testes de avaliação internacionais e pelos quais poderão ser selecionados o estudantes que queiram estudar em faculdades italianas. Na previsão do ministro, o plano deverá ser concretizado em 2013. Antes, deverá passar por período de experiência, que prevê a realização dos testes nas capitais dos principais países, por meio das embaixadas e consulados italianos, duas ou três vezes por ano para as áreas com vagas ilimitadas e, após o alinhamento do calendário, para aquelas com vagas limitadas.





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