
A população italiana continua a crescer graças aos imigrantes. Segundo o estudo “Noi Italia”, realizado pelo o ISTAT, o principal instituto de pesquisas do país, no início de 2010 o número de estrangeiros regulares era superior a 4,2 milhões de pessoas, o que corresponde a 7% da população total da Itália. Com relação a 2001, o número de imigrantes triplicou, enquanto entre 2009 e 2010 a presença estrangeira cresceu apenas 8,8%, um índice menor do que o registrado nos anos precendentes.
Entre os fatores para o menor crescimento da população de imigrantes, segundo a pesquisa, estão a crise econômica, a estabilização dos ingressos provenientes da Romênia e da Bulgária após a entrada destes países na União Europeia e a entrada em vigor da nova lei sobre residência de cidadãos comunitários nos países da UE.
De acordo com o ISTAT, “com quase 12% dos cerca de 500 milhões de habitantes da União Européia, a Itália é o quarto país por densidade demográfica”. A pesquisa mostra ainda que, partir de 2001, a população italiana voltou a crescer ao ritmo de 0,7% por ano devido ao aumento do número de nascimentos e , principalmente, por causa da imigração.
No contexto europeu, a Itália registra uma taxa de cresciemnto anual similar aos países que passaram a integrar a União Europeia recentemente. Com relação ao crescimento migratório, a Itália está entre os países que mais atraem. O perfil dos cidadãos estrangeiros presentes no país é muito diversificado: em 2010, as primeiras cinco comunidades (romênia, albanesa, marroquina, chinesa e ucraniana) representavam quase 50% do total de imigrantes.
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