Proposta foi apresentada pelos expoentes do CDU e CSU. Governo: “A ideia não demonstra particular inteligência”. Roma, 29 de junho de 2010 – “Sou favorável aos testes de inteligência para os imigrantes. É preciso fixar critérios à imigração que possam ser realmente úteis ao nosso Estado, além de uma boa instrução e de uma adequada formação profissional, a inteligência também deve ser um critério base.” A proposta choque foi lançada, dia 27, no jornal Bild por Peter Trapp, o responsável berlinense pela política interna do partido Cristão- Democrático (CDU), o mesmo da primeira ministra alemã Angela Merkel. A ideia foi apoiada também pelo chefe de grupo do Parlamento Europeu da União Social-Cristã na Baviera (CSU), Markus Ferber, que alegou que os critérios humanitários para o reagrupamento das famílias não podem ser o único motivo válido para a imigração”. “O Canadá é muito mais avançado e pretende dos filhos dos imigrantes um quociente intelectual mais elevado que para os filhos dos próprios cidadãos”, disse Ferber. Alguns dias antes, o social democrático Thilo Sarrazin, componente do diretório do Bundesbank - Banco Central da Alemanha – também fez declarações desconcertantes. Segundo ele, os alemães estariam “virando mediamente mais burros” com a chegada dos imigrantes da “Turquia, do Oriente Médio e da África”. Sarrazin disse ter constatado “um crescimento de grupos de populações com diferentes níveis de inteligência“, qualidade que, na opinião dele, seria hereditária em 80% dos casos. O porta voz de Merkel, Christoph Steegmans reprovou, sem apelo, a hipótese do teste de inteligência para os imigrantes. “A idéia não demonstra uma particular inteligência. Presumir que os imigrantes sejam burros é claramente discriminatório”, disse Steegmans.
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