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Violência contra as mulheres deve ser criminalizada, defende Parlamento Europeu

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Na Europa, entre um quinto e um quarto da população feminina foi vítima de atos de violência física

O Parlamento Europeu quer uma diretiva que criminalize a violência contra as mulheres em toda a UE e que os Estados-Membros criem centros de acolhimento para as vítimas e as ajudem a reconstruir as suas vidas. Num relatório aprovado ontem, os eurodeputados propõem uma “nova abordagem política global” contra a violência baseada no gênero e propõe várias medidas para combater “uma das formas mais graves de violação dos direitos humanos”.

O Parlamento Europeu considera "alarmante" o número de mulheres vítimas de violência de gênero. Na Europa, entre um quinto e um quarto da população feminina foi vítima de atos de violência física pelo menos uma vez durante a sua vida adulta e mais de um décimo sofreu de violência sexual com uso da força, segundo estudos referidos no relatório.

A tensão econômica está muitas vezes associada a abusos mais frequentes, mais violentos e mais perigosos. Vários estudos demonstram que "a violência sobre as mulheres se intensifica quando os homens passam por situações de deslocação e espoliação em resultado da crise econômica", como a que se vive atualmente.

O PE considera que "a violência contra as mulheres é uma das formas mais graves de violação dos direitos humanos" e que a violência doméstica – também contra outras vítimas, como crianças, homens e idosos – é um fenômeno oculto que afeta demasiadas famílias para ser ignorado.

Fonte: Parlamento Europeu

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Última atualização em Ter, 05 de Abril de 2011 11:35

Itália deverá destinar 150 milhões de euros a tunisianos para desencorajar imigração

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Segundo o ministro das Relações Externas, Franco Frattini, serão criadas linhas de crédito destinadas a micro-empresas locais


O primeiro ministro italiano, Silvio Berlusconi, deverá confirmar durante a sua visita à Tunisia, a criação de uma linha de crédito de 150 milhões de euros destinada a jovens tunisianos para fomentar a criação de pequenas empresas de artesanato, de comércio, e de outras atividades locais que ajudem a diminuir o desemprego naquele país e que, portanto, reduzam ao mínimo o fluxo de imigração para a Itália.

A afirmação é do ministro das Relações Exteriores, Franco Frattini, em uma entrevista ao jornal “La Stampa”.

Segundo Frattini, além das linhas de crédito e da política de repatriação, o pacote de medidas que Berlusconi irá apresentar às autoridades tunisianas “prevê ainda a ajuda à força de trabalho e realização de cursos universitários e de formação profissional, em Itália e na Tunisia”. O ministro disse ainda que tais atividades deverão ser programadas e que, “certamente, não podem ser iniciadas sob a pressão de uma onda de 20 mil imigrantes”.

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Última atualização em Seg, 04 de Abril de 2011 09:52

“Com a Lega Nord no governo temos cada vez mais clandestinos”, diz Casini

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“É preciso rejeitar os clandestinos e acolher os refugiados”, defende o líder do UDC

“Quem tinha se iludido achando que com a presença da Lega Nord no governo os clandestinos não chegariam à Itália percebe agora que se trata de um problema bíblico, e que nçao se resolverá somente porque ‘Sicrano’ ou ‘Fulano’ fazem parte do governo”. A afirmação do líder do partido UDC, Pier Ferdinando Casini, foi feita durante o evento “A Alternativa Existe”, em apoio à candidatura de Alberto Musy à prefeitura de Turim.

“Com demagogia, com conversa furada e com o absurdo das rondas de cidadãos, vamos ter cada vez mais clandestinos”, disse Casini em referência à atual política de imigração.

“A minha proposta é muito simples: acolher os refugiados e mandar de volta os clandestinos. Não existem alternativas e não há uma solução ‘de esquerda’ ou  ‘de direita’. É necessária uma política de rejeição aos clandestinos e de acolhimento dos refugiados. É claro que diante a um êxodo bíblico é preciso responder com medidas extraordinárias. A Europa deve fazer a sua parte, mas também sobre isso o nosso peso na Europa é muito limitado”, afirma.

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Última atualização em Ter, 05 de Abril de 2011 08:35

Fluxos de ingresso: Modena conclui em tempo recorde

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A Direção Provincial do Trabalho já examinou todas as 10 mil solicitações apresentadas e para isso só precisou de um funcionário.

 

 

Modena, 4 de abril de 2011- Os primeiros da Itália? "Talvez sim, mas não escreva. Não queremos despertar inveja", brinca Eufranio Massi, diretor da Direção Provincial do Trabalho. Ele não esconde a satisfação pelo trabalho alcançado pelo departamento, que há alguns dias concluiu o exame de todos os pedidos dos fluxos de ingresso. Agora o "Sportello Unico" já pode convocar os empregadores. As solicitações apresentadas na província de Modena foram mais de 10 mil, mas só 1.300 alcançarão as cotas.

 

Competição dura, comprovada pelos horários dos últimos pedidos aceitos (salvo futuras rejeições). Exceto para os trabalhadores do Níger, para todas as outras nacionalidades privilegiadas as cotas acabaram em 30 segundos; para os trabalhadores domésticos de outras nacionalidades somente em 10 segundos. "Isto demonstra que os fluxos são realmente uma loteria", comenta Massi.

 

Mas quantos homens compõem a esquadra para os fluxos em Modena? "Não é próprio um time. Temos somente uma só pessoa que se dedica a tempo pleno. Infelizmente existe uma forte carência de funcionários e meios, mas isso não impede de alcançar resultados importantes", diz o diretor. Um exemplo é a atualização do site da Dpl de Modena (http://www.dplmodena.it), caso único na Itália e ponto de referência para quem se ocupa de trabalho.

 

O homem do recorde, aquele que examinou sozinho todos os pedidos, é Corrado Sopitaleri, inspetor do Trabalho. Ele não pára nunca: "Agora que os fluxos 2010 foram fechados, passo para os pedidos de temporários. Depois permanecerei no ‘Sportello Unico’ para as convocações", diz. Quando termina? “Não ainda temos uma previsão: mesmo se os departamentos trabalham bem, os tempos se alongam sempre por causa de empregadores que não se apresentam, integrações de documentos que devem ser feitas e outras situações particulares”.

 

Spitaleri verifica sobretudo se um pedido de contratação é economicamente sustentável. "Dificilmente dizemos sim para quem pede mais de uma ‘colf’, a menos que não demonstre que tem uma casa muito grande e uma renda alta. Para as empresas, o parâmetro é um faturamento de 25 mil euros para cada pessoa a ser contratada. Caso contrário como podem pagá-la?", questiona.

 

Em tantos anos de fluxos, o inspetor já viu de tudo. Gente que pedia quatro ’colf’, empresas inexistentes ou criadas só para apresentar o pedido. Situações que se repetem sobretudo nos fluxos, que são uma grande ocasião de regularização. Confirma o fato outro dado fornecido por Spitaleri: "Para os domésticos, os empregadores estrangeiros respondem por 90% dos pedidos. Quantos deles precisam realmente de uma ’colf’?"

 

Elvio Pasca

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Unhcr: “400 migrantes estão desaparecidos no mar”

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O alerta foi feito pela porta-voz do Unhcr na Itália, Laura Boldrini, que informou que as embarcações estão desaparecidas desde o dia 22 e 25 de março.

 

 

Roma, 4 de abril de 2011 - Duas embarcações, com 400 migrantes a bordo, estão desaparecidas em alto mar. O alerta foi feito pela porta-voz do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Unhcr) na Itália, Laura Boldrini. "A primeira é uma embarcação de borracha com cerca de 68 pessoas a bordo que partiu no dia 25 de março da Líbia. O segundo se trata de um barco, com mais 330 pessoas, que também saiu da Líbia no dia 22 de março. Nas duas embarcações estariam pessoas de várias nacionalidades, em particular imigrantes oriundos da Eritréia, Somália e Etiópia", informou.

 

Boldrini assinalou que "os parentes angustiados continuam a chamar porque não receberam mais notícias dos seus familiares e são muitos os e-mails que chegam ao Unhcr de diversos países europeus onde residem parentes e amigos das pessoas dispersas".

 

"O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados  pede um reforço nas atividades de busca e de socorro a todos os meios navais, militares e comerciais, presentes no Mediterrâneo com objetivo de localizar as duas embarcações. No passado, foi possível salvar migrantes e requerentes de asilos perdidos em alto mar também depois de 20 dias", finalizou Boldrini.

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