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Guia para enviar os pedidos de ingressos para temporários

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Empregadores de mão-de-obra estrangeira temporária, para agricultura e turismo, podem apresentar os pedidos durante todo o ano de 2011

 

 

Roma, 24 de março de 2011- Os empregadores de trabalhadores extracomunitários temporários, para os setores da agricultura e do turismo (principalmente hoteleiro) podem apresentar os pedidos de ingresso e contratação até o final de 2011. As vagas para 60 mil trabalhadores,  segundo os especialistas, são suficientes para atender a demanda da mão-de-obra “stagionale”.

 

Os pedidos podem ser enviados com a ajuda das associações de categoria e consultores de trabalho, ou então se pode fazer independentemente. Quem escolhe esta última opção, nenhum problema. Seguindo passo-a-passo as orientações indicadas (v. foto), o procedimento pode ser concluído mais facilmente.

 

1) Acessar a página nullaostalavoro.interno.it. Quem já está registrado pode começar da etapa 4, caso contrário, clicar no alto da página sobre “Effettua registrazione”

 

 

2) Inserir os próprios dados identificativos  e clicar sobre “Invia”

 

3) Após aviso de confirmação, o empregador requerente recebe um e-mail com as instruções para completar a registração

 

4) Depois de se coligar a nullaostalavoro.interno.it, inserir o e-mail e a senha (à esquerda). Clicar “accesso per utenti registrati” (em baixo) e sobre “Invia”

 

5) Na sequência, clicar sobre “Richiesta moduli” para ter acesso os formulários

 

6) Escolher a opção “Richiesta di nulla osta al lavoro subordinato stagionale - Modulo C”

 

7) Preencher o pedido utilizando as teclas “Indietro” e “Avanti” para navegar entre as várias janelas

 

8) Na barra inferior, clicar sobre a opção “Salva”

 

9) O pedido é salvo. Para enviá-lo, clicar na coluna à esquerda sobre “Domande” e sobre “Da inviare”

 

10) Selecionar o quadradinho ao lado de "domanda da inviare"...

 

11) Na janela sucessiva, clicar sobre “Invia Domande”

 

12) Sobre a mensagem de confirmação clicar em “Invia”

 

13) A mensagem“Invio effettuado con successo” conclui o procedimento

 

 

 

 

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Última atualização em Qui, 24 de Março de 2011 14:29

Navio “San Marco” vira centro de acolhimento improvisado

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“Excluo que as nossas embarcações possam virar hotéis”, afirmou o Ministro da Defesa Ignazio La Russa

 

 

Roma, 24 de março de 2011- A situação em Lampedusa chegou ao limite com a chegada dos refugiados do norte da África. Na noite de 22, os tunisinos que se encontram na ilha iniciaram uma greve de fome para protestar contra a emergência que já dura há dias: apertados em poucos metros quadrados e com serviços higiênico-sanitários ao colapso.

 

O Ministro do Interior, Roberto Maroni, deveria fechar um acordo com a atual administração da Tunísia, mas o compromisso foi adiado a pedido dos tunisinos para mais dois ou três dias. “A Tunísia é um país amigo e estou otimista quanto a possibilidade de resolver o problema”, assegurou Maroni. Mas o adiamento solicitado pelas autoridades tunisinas não deixa os funcionários do Viminale tranquilos sobre o bom êxito da negociação, fundamental para freiar o êxodo do norte da África.

 

Para acelerar as ações de transferência de imigrantes na Ilha de Lampedusa,  ontem o navio da Marinha Militar San Marco partiu de Augusta com a finalidade de acolher cerca de 600 imigrantes. Sobre a possibilidade que a embarcação militar possa se transformar em um centro de acolhimento temporário para refugiados, o Ministro da Defesa, Ignazio La Russa afirmou “excluo que as nossas embarcações possam virar hotéis”.

 

“Com o San Marco transferiremos de Lampedusa cerca de 600 tunisianos. A primeira destinação é a Sicília, em um local colocado a disposição pelo Ministério da Defesa para atender um pedido de Maroni, com qual trabalho em absoluta sintonia”, explicou La Russa.

 

Marco Iorio

 

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Última atualização em Qui, 24 de Março de 2011 04:32

Maroni: “Quase 15 mil imigrantes clandestinos desembarcaram no país desde janeiro

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A maioria dos imigrantes não podem ser considerados refugiados por virem de países que não estão em guerra

“Desde o dia primeiro de janeiro até hoje, 14.918 pessoas desembarcaram na Itália, a maioria das quais não podem ser consideradas como refugiados ou solicitantes de asilo político por serem de países que não estão em guerra”. Este é o balanço da emergência imigração feito ontem pelo ministro do Interior, Roberto Maroni, durante o Conselho de ministros. “Os imigrantes foram alojados em centros de acolhimento de imigrantes clandestinos, mas as nossas estruturas estão superlotadas e a intensidade com a qual estão acontecendo tais desembarques tem criado grandes problemas para a ilha de Lampedusa”, disse Maroni.


“Trata-se de uma grave emergência, que estamamos administrando com meios adequados. Estamos arcando com inúmeras despesas, mas temos recursos suficientes para garantir as medidas necessárias e espero que o problema seja resolvido em breve tempo”, disse.

A União Europeia, por meio de um comunicado, enfatiza “a própria solidariedade para com os países que têm sido atingidos de forma direta pelos movimentos migratórios, entre eles a Itália, e reafirma a sua disponibilidade em ofercer o apoio necessário para a administração da situação de emergência”.

O ministro Maroni convocou uma reunião extraordinária com os governadores das Regiões e os presidentes da União das Províncias da Itália e da Associação Nacional dos Prefeitos italianos para “estudarem uma solução que resolva de modo igualitário a situação dos imigrantes que devem ser acolhidos, conforme o apelo do presidente da República, Giorgio Napolitano, por uma maior solidariedade entre as regiões italianas”.

A linha de ação do ministro Maroni recebeu a aprovação por parte do presidente Napolitano, que afirmou “apreciar o empenho do ministro do Interior, enfatizando que os palácios “Viminale” e “Quirinale” estão trabalhando em “plena sintonia”.


Marco Iorio

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Última atualização em Qua, 23 de Março de 2011 06:43

Partido de Fini promete batalha pela cidadania aos filhos de imigrantes

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O partido “Futuro e Libertà”, fundado pelo presidente do Senado, Gianfranco Fini, promete iniciar uma batalha no Parlamento para que seja reconhecida a cidadania italiana aos filhos de imigrantes nascidos ou crescidos na Itália (quase um milhão de menores que, conforme a lei, são estrangeiros). O tema não é uma novidade na agenda dos “finianos” e voltou ao debate durante a Assembléia Nacional do partido, realizada recentemente em Roma.

“A Assembléia aprovou por unanimidade um documento onde nos empenhamos a levar adiante a grande batalha civil para o reconhecimento da cidadania a todos os italianos de segunda geração”, afirma o deputado Fabio Granata. “Os menores nascidos na Itália e que amam o nosso país podem dar uma contribuição fundamental à superação do declínio da nação”, disse.

Granata é co-autor, junto com o deputado Andrea Sarubbi, do PD, de uma proposta de lei que prevê o reconhecimento imediato da cidadania italiana às segundas gerações e a redução do tempo necessário para a naturalização de adultos. O texto da reforma, porém, continua parado na Comissão de Assunstos Constitucionais da Câmera, junto a outros 14 projetos de lei sobre o mesmo tema.

Em julho do ano passado, a Comissão havia solicitado ao ministro do interior, Roberto Maroni, esclarecimentos sobre alguns procedimentos e inúmeros casos de atraso na concessão da cidadania. O ministro, que nunca escondeu ser contrário a uma mudança na atual lei de cidadania, até hoje não respondeu aos parlamentares e, desde então, o tema não voltou a ser discutido no Montecitorio.

Elvio Pasca

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Última atualização em Qua, 23 de Março de 2011 06:45

Entrevista à Livia Turco

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“Decretos fluxos mostram que o governo retrocedeu em sua política de imigração”, afirma senadora

“A publicação de decretos fluxos autorizando a entrada de novos trabalhadores imigrantes mostram que o governo está tentando desmentir a sua própria política de imigração, que por dois anos fechou as portas aos ingressos regulares com o argumento de que era preciso dar emprego aos italianos. Uma campanha que causou muitos danos e que agora, devido os fatos evidentes, obriga o governo a retroceder”.

É esta a opinião de Lívia Turco, responsável para a Imigração do Partido Democrático (PD). “Não acredito que os fluxos resolverão o problema da demanda de trabalho imigrado que existe no nosso país”, afirma Turco em entrevista a Stranieri in Italia.

A senhora fala de demanda de trabalhadores estrangeiros. Mas não tem, ao contrário, a necessidade de dar um “permesso di soggiorno” a milhares de clandestinos?

“Têm ambas coisas. Existe demanda de novos trabalhadores imigrados, mas também a exigência de regularizar muitos irregulares. Irregulares que não são delinqüentes, mas simplesmente o produto da combinação entre o stop aos ingressos regulares e a complexidade dos procedimentos, que estimulam as empresas e as famílias a contratar em negro”.

Vocês haviam pedido uma nova regularização ao Parlamento?

“Nós apresentamos uma ordem do dia e um projeto de lei para uma regularização focada aos setores com maior necessidade de trabalho imigrado e para as áreas onde ocorrem muita irregularidades, como na agricultura e no setor manufatureiro. De fato, gostaríamos de estender para outros setores, individuados pelo governo, a regularização já feita para colf e badanti. Insistiremos mais neste tema”.

Os fluxos já não atendem essa demanda?

Sim, mas são uma resposta parcial e insuficiente. Os trabalhadores que já estão aqui deverão voltar para os próprios países para pegar o visto, com um aumento de custos e esforços.

Os primeiros testes de italiano, para a “carta di soggiorno”, já começaram. É justo pedir aos imigrados que apreendam a nossa língua?

Acho que sim. Sobretudo é uma grande oportunidade que deve ser dada a todos os imigrantes. Mas o tema não deve se reduzir somente ao teste. Nós queremos um plano nacional para o ensino da língua e da cultura italiana aos imigrados, com cursos gratuitos organizados pelas entidades locais. Os imigrantes devem ser solicitados a segui-los, devem ter as oportunidades. Não se pode deixar tudo nas costas do voluntariado ou dos Centros territoriais permanentes, já atingidos duramente pelos cortes à Escola pública.

Como um trabalhador pode encontrar o tempo para apreender também o italiano?

O nosso plano também prevê que as empresas promovam cursos e que os imigrantes possam segui-los no âmbito das 150 horas de permissões pagas previstas por motivo de estudo.

Como os cursos seriam pagos?

Prevemos uma liberação de 30 milhões de euros a partir de 2011. É preciso ter um fundo público do governo e das Regiões e ao qual confluam também recursos particulares e parte das contribuições pagas pelos próprios trabalhadores estrangeiros ao INPS.

A diretiva europeia sobre repatriamentos não foi aplica em tempo e agora vários tribunais estão suspendendo a prisão dos clandestinos. Qual é a sua opinião sobre isso?

A diretiva deixa claro que é preciso mudar a lei Bossi-Fini. Não acho que a gestão deste grande tema deva ser deixado à decisão dos magistrados que avaliam e interpretam cada vez a diretiva. É preciso aceitar este fato e adequar logo a legislação italiana.

Maroni anunciou contra-medidas. O governo se adequará?

Não creio. Vejo, ao contrário, o risco de mais um braço de ferro com a Europa, como aconteceu com outras normas do pacote segurança.

O PD prometeu candidatar um romênio às próximas eleições políticas. A Itália está pronta para ter parlamentares de origem estrangeira?

Acho que sim. É uma batalha que eu sempre levei para frente e desta vez gostaria de ser mais ouvida pelo meu partido em relação ao passado. A idéia de uma nova Itália e de uma nova classe dirigente deve prever também novos cidadãos no parlamento.

Elvio Pasca

 

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Última atualização em Seg, 21 de Março de 2011 09:53