A mão-de-obra estrangeira tornou-se indispensável inclusive nas produções de qualidade
A agricultura italiana precisa com urgência de pelo menos 35 mil trabalhadores temporários. Segundo o sindicato Coldiretti, o governo deve publicar imediatamente um decreto autorizando o ingresso de novos trabalhadores imigrantes no país.
“A publicação de um Decreto autorizando novas contratações em tempo breve, com procedimentos transparentes, rápidos e simplificados premiaria a virtuosidade das empresas regulares e constituiria, como demonstram os fatos, um importante exemplo de legalidade no território”, defende o sindicato.
A presença de trabalhadores estrangeiros na agricultura italiana aumentou para 112.515 pessoas, provenientes de 149 diferentes países e hoje a a mão-de-obra imigrante representa mais de 9% do total de trabalhadores no campo, de acordo com a Coldiretti. Em outras palavras, quase um em cada dez trabalhadores da agricultura é estrangeiro. Entre os imigrantes empregados no campo, é maior a presença de estrangeiros provenientes de países recém comunitários, como romenos, eslováquios e poloneses.
“A presença de trabalhadores imigrantes tornou-se indispensável inclusive para as produções de qualidade: desde a criação de gado de raça piemontese, passando pelo rebanho de vacas para a produção do queijo parmesão, onde quase um em cada três trabalhadores é indiano. Os trabalhadores extracomunitários são fundamentais também para a colheita de maçã no Vale de Non, para a produção de presunto de Parma, da mussarela de búfala, e para a recolha das uvas destinadas ao Brunello di Montalcino”, afirma a Coldiretti.
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