Com o “social card” é possível pagar contas e fazer compras
Os imigrantes também terão direito ao "social card", o cartão pré-pago recarregado pelo Estado e destinado às pessoas de baixa renda. O decreto-lei sobre Simplificações, aprovado na semana passada pelo Conselho de Ministros, prevê a realização de um projeto piloto, orçado em 50 milhões de euros, nos municípios com mais de 250 mil habitantes. A fase de testes irá durar um ano. O valor creditado em cada cartão irá variar “conforme a composição familiar e o custo vida de nos municípios onde o projeto será realizado”.
Ao contrário do programa lançado em 2008, que era destinado apenas a cidadãoss italianos, o novo cartão social irá beneficiar cidadãos de outros país comunitários (romenos, poloneses, etc.) e extracomunitários que tenham uma permissão de estadia de longa duração (a antiga “carta di soggiorno”). Desta forma, o governo italiano se adequa às regras da União Europeia que prevêm, com relação à assistência social, igualdade de condições entre cidadãos italianos e de países comunitários, assim como extracomunitarios com permissão de estadia de longa duração.
De qualquer forma, o início do programa nas grandes cidades deve levar algum tempo. Após a entrada em vigor do Decreto-Lei sobre Simplificações, os Ministérios do Trabalho e da Economia ainda terão três meses para determinar os critérios com os quais os cartões sociais serão concedidos. Depois disso, a distribuição será feita pelas prefeituras, após identificação dos beneficiários.
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