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Itália

Coldiretti reivindica novo decreto para contratar imigrantes temporários

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altSetor agrícola precisa de 35 mil trabalhadores temporários, diz Sergio Marini


"Queremos saber porque os representantes do setor agrícola, que emprega cerca de 1,2 milhões de trabalhadores, não foram convidados para participar da mesa de negociações entre o governo e diferentes partes sociais sobre a reforma trabalhista. É difícil sentirmo-nos comprometidos com as escolhas que serão tomadas, já que fomos excluídos do debate”. A reivindicação é do presidente da Coldiretti, Sergio Marini.


Mas esta não é a única preocupação dos agricultores italianos. “Em vez de discutirem novas formas para demitir os trabalhadores com a reforma no artigo 18 da lei trabalhista, seria hora de realizar um decreto fluxo para permitir a entrada de novos imigrantes extracomunitários para o emprego temporário, que está atrasado em 4 meses. Isto permitiria a contratação de 35 mil estrangeiros para o setor agrícola e atender a demanda que inicia com a primavera, como nas plantações de morangos na região de Verona e de hortaliças na zona de Latina”, afirma Marini.


“Trata-se de mais uma desatenção à agricultura, um dos poucos setores competitivos que o país dispõe para recomeçar a crescer”, conclui o presidente da Coldiretti.

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Fluxos. Entrarão 35 mil trabalhadores temporários

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Para ser publicado na “Gazzetta Ufficiale”, o decreto só necessita da assinatura do primeiro ministro Monti. Os pedidos de contratação, que neste ano prometem fluir mais velozmente, deverão ser encaminhados pela internet 

 

Este ano poderão entrar na Itália 35 mil trabalhadores temporários extracomunitários para serem empregados nos setores da agricultura, turismo e hotelaria. O decreto que autoriza os novos ingressos já está pronto e só precisa da assinatura do Presidente do Conselho para ser publicado na “Gazzetta Ufficiale”, previsto para as próximas semanas.

 

Somente depois da publicação, os empregadores poderão encaminhar os pedidos de contratação, que provavelmente poderão ser preparados antecipadamente no site www.interno.it.

 

Também neste ano, todos os procedimentos deverão ser feitos pela internet. As empresas poderão enviar os requerimentos autonomamente  ou com a ajuda das associações de categoria. Como no ano precedente, os contratantes não precisarão correr porque os ingressos disponibilizados suprem amplamente a demanda de mão-de-obra.

 

No pedido de contratação, será possível solicitar que a autorização ao ingresso seja plurianual. Desta forma, as empresas poderão trazer os mesmos trabalhadores nos próximos anos por meio de um procedimento muito mais simples e veloz e sem precisar esperar que o governo autorize novos ingressos.

 

Outro mecanismo que acelera as contratações de trabalhadores temporários foi introduzido pelo decreto simplificações, em vigor desde 10 de feveiro. Segundo o decreto, se o “Sportello Unico” para a Imigração não responde ao pedido da empresa no prazo de 20 dias, se entende que o mesmo foi aceito e trabalhador poderá obter o visto de ingresso mais rapidamente. A novidade só vale para os estrangeiros que trabalharam como temporários no ano passado, um contingente cada vez maior, considerando a tendência das empresas agrícolas, hotéis e restaurantes de contratar trabalhadores já “testados”.

 

E.P.

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Dia das Mulheres: Italianas e imigrantes depositam coroa no Altar da Pátria

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alt“Iniciativa compartilha os valores fundamentais da República Italiana e reafirma a luta comum pelos direitos das mulheres”


Pela primeira vez no Dia das Mulheres, uma delegação de quarenta cidadãs italianas e imigrantes, a convite de Livia Turco, presidente da Fundação Nilde Iotti, depositaram uma coroa de louro e mimosa no Altar da Pátria, ontem, em Roma. A iniciativa busca compartilhar os valores fundamentais da República Italiana e reafirmar a luta comum pelos direitos das mulheres, pela dignidade, contra a violência e para uma cidadania inclusiva das diferenças.

Participaram da cerimônia mulheres imigrantes, de diferentes idades, religiões, etnias e línguas, mas todas participantes da vida cultural, social e econômica italiana, juntas para reafirmarem a importância da contribuição das mulheres de origem estrangeira e o valor de sua presença na sociedade italiana, bem como para enfatizarem a forte relação com a história da Itália e com seus símbolos.

Entre as participantes estavam  Keti Bicoku, Cajvaneanu Miruna, Pia Gonzales, Marianna Soronevych, Erika Zidko Piacentini e Danuta Wojtaszczyk, jornalistas do grupo Stranieri in Italia. Também estiveram presentes Soheir Katkhouda, presidente da Associação de mulheres muçulmanas na Itália; Maria José Mendez Évora, caboverdiana e Cavaleiro da República da Itália; Igiaba Scego, escritora ítalo-somali; Lucy King, representante da comunidade chinesa e Themina Janjua, embaixatriz do Paquistão na Itália.

"A idéia é construir uma aliança entre italianas e estrangeiras. Nunca antes, fomos ‘tão iguais’ neste lugar [altar da Pátria]. A partir daqui queremos construir uma rede de mulheres plurais, que trabalham juntas para objetivos comuns, tais como cidadania, trabalho e educação. As mulheres podem tornar a sociedade mais humana, ampliar as visões”, afirmou Livia Turco. 

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Imigrantes empresários: inscrições para o projeto “Start it Up” vão até 15 de março

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Iniciativa oferece orientação e acompanhamento para criação de empresas estrangeiras


Continuam as atividades do projeto “Start it up – Novas Empresas de Cidadãos Estrangeiros”, promovido e financiando pelo Ministério do Trabalho e das Políticas Sociais – Direção Geral de Imigração e das Políticas de Integração, em colaboração com UnionCamere e com as Câmeras de Comércio que iniciaram a experimentação territorial do programa: Ancona, Bari, Bergamo, Catania, Milão, Roma, Torino, Udine, Verona e Vicenza. São estes os territórios, de Norte a Sul, que o Ministério do Trabalho e das Políticas Sociais selecionou – com base nos instrumentos financeiros disponíveis para a criação de empresas e na concentração de imigrantes legais – para a experimentação.
Os procedimentos para a seleção dos candidatos que serão admitidos no percurso de orientação – informação – acompanhamento durante a redação do plano de negócios estão em curso. Os cidadãos imigrantes com permissão de estadia regular que pretendem participar podem inscrever-se até o dia 15 de março, consultando as informações contidas nos sites institucionais das Câmeras de Comércio envolvidas.
 

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Última atualização em Qui, 08 de Março de 2012 05:46

Cidadania e voto, as propostas de lei popular chegam ao Parlamento

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Os textos da campanha “L’Italia sono anch’io” foram, finalmente, depositadas no Parlamento. Bastavam 50 mil assinaturas, mas chegaram mais que o dobro.

 

Reformar a lei da cidadania e levar os imigrantes às urnas nas eleições administrativas. Mais de 100 mil italianos assinaram cada uma das duas propostas de lei de iniciativa popular da campanha “L’Italia sono anch’io”,  promovida por 19 associações. Os textos foram depositados ontem (6) na Câmara dos Deputados. 

 

A proposta para a reforma da lei da cidadania daria a nacionalidade italiana imediata aos filhos de imigrantes nascidos na Itália ou que vivem regularmente no país há pelo menos um ano, mas também a quem freqüenta  um ciclo escolar na Itália ou aos jovens que chegaram quando tinham no máximo 10 anos e completam a maioridade no país. Os adultos, por sua vez, teriam a possibilidade de obter o passaporte tricolor depois de cinco anos de residência regular.

 

Já a proposta de lei sobre o direito de voto dos imigrantes nas eleições municipais, provinciais e regionais contemplaria os imigrantes que vivem regularmente na Itália há pelo menos cinco anos. Para poder votar, o estrangeiro teria que se inscrever em uma lista eleitoral, como já fazem hoje os cidadãos comunitários para participar das eleições municipais. 

 

Para poder ser apresentada ao Parlamento, cada proposta precisava de, pelo menos, 50 mil assinaturas de cidadãos italianos, objetivo alcançado em dobro. Enquanto para a primeira foram colhidas 109.268 assinaturas, a proposta sobre o direito de voto conseguiu 106. 329 firmas. Agora, compete ao Parlamento evitar que o esforço vindo de baixo se torne inútil. 

 

Também por este motivo, os organizadores da campanha “L’Italia sono anch’io” pretendem continuar a propor novas iniciativas de sensibilização. “A partir de agora, começaremos uma ação de pressão para que o Parlamento assuma sua responsabilidade e não desiluda milhões de pessoas”, disse o porta-voz do movimento, Graziano Del Rio, prefeito de Reggio Emilia e presidente da Anci (Associação Nacional das Prefeituras Italianas).

 

Elvio Pasca 

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